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IAC aborda as utilizações do girassol na pequena propriedade

Evento será realizado dia 21 de agosto, em Monte Alegre do Sul (19/08)

Para quem não é do ramo agrícola, a planta representa apenas um belo adorno e faz parte de sofisticados arranjos de floricultura. Já para quem ganha a vida no campo, o girassol significa bem mais que uma bela flor. Do uso para alimentação humana e animal até a melhoria das condições do solo, essa planta pode resultar em boa alternativa para os agricultores.
Com o objetivo de mostrar a importância do girassol, como ele pode ser utilizado e as possibilidades de ampliação de renda da propriedade familiar rural através dos derivados dessa oleaginosa, o Instituto Agronômico (IAC) irá realizar o evento com o tema \"Utilizações do Girassol na Pequena Propriedade Rural\", no próximo dia 21 de agosto, das 13 às 17h, em Monte Alegre do Sul.
Os pesquisadores irão expor, por meio de palestras e demonstração prática no campo, quais as possibilidades oferecidas por essa cultura e como o produtor pode explorá-la. Na realidade, o girassol oferece pelo menos três vantagens: produtos derivados, boa opção para a safrinha e melhoria do solo.
Entre os derivados estão o óleo para consumo humano e medicinal, mel de excelente qualidade, produção de silagem e forragem para alimentação animal, grãos para pássaros, tortas para compor rações em geral e ainda produz bom adubo verde. O IAC tem variedades adequadas para todas essas finalidades: a IAC-Iarama, exclusiva para produção de óleo e mel, e a IAC-Uruguai, que além de excelente para silagem também pode ser usada na geração dos demais derivados. Além disso, a possibilidade de utilização do óleo bruto filtrado em motores diesel está em estudo no IAC.
Outro aspecto positivo é o fato de o girassol ser mais rentável que outras opções de safrinha, porque o custo de produção é mais baixo. Dessa forma, o girassol é uma alternativa em um momento em que o produtor normalmente não sabe o que plantar ? de fevereiro a março, período da safrinha. Na verdade, essa cultura vem preencher um período ocioso na propriedade. \"O girassol é uma renda a mais na propriedade. Na safrinha, é um complemento à renda porque não desloca nenhuma outra cultura\", afirma a pesquisadora do IAC, Maria Regina Gonçalves Ungaro, que durante o evento irá falar sobre as possibilidades de utilização do girassol.
De acordo com a pesquisadora, somente com a torta para compor rações é possível cobrir cerca de 70% do custo de produção, o que faz da torta um sub-produto do girassol com preço muito bom. O óleo para consumo humano é vendido a R$ 4,00 o litro, o grão para pássaro sai a R$ 2,00 o quilo. Se o produtor vender para o mercado de óleo industrial, vai obter entre R$ 0,60 e R$ 0,70 o quilo do grão. Com relação às despesas para o produtor, cada hectare custa US$ 160,00, aproximadamente.
Outro resultado bem interessante do girassol são as melhorias causadas no campo ? controla ervas daninhas, recicla os nutrientes e melhora o solo. Esse conjunto de benefícios resulta no aumento da produção da cultura seguinte ? o milho apresenta aumento médio de 30% na produção, conforme verificação em ensaios realizados pelo IAC durante 10 anos. A soja tem aumento de 15%. De acordo com Regina Ungaro, provavelmente outras culturas também se beneficiam com o plantio do girassol, mas não há levantamento científico acerca de outras plantas. Há, porém, depoimento de produtores a respeito do aumento de produção de algodão, por exemplo. \"As raízes do girassol soltam substâncias tóxicas para as ervas daninhas, mas que não prejudicam outras cultivares\", explica a pesquisadora.
Quanto à rotação de culturas, Regina Ungaro afirma que apesar do girassol não apresentar incompatibilidade com as principais culturas em uso no Brasil, é preciso ter cuidado com o herbicida usado na cultura anterior ao girassol pois, dependendo do tipo usado, o tempo não é suficiente para ocorrer a degradação, permanecendo resíduos tóxicos.
Se há dúvida sobre as regiões adequadas ao cultivo, é bom saber que a planta vai bem em todo o Estado de São Paulo, com exceção do litoral. A produção paulista, que ainda não é grande, gira em torno de 10 mil hectares. Goiás, o maior produtor, soma 60 mil hectares, aproximadamente.
Conhecimento é fundamental para o produtor, que pode contar com a orientação do IAC. O primeiro fator a ser observado é a região onde está a propriedade, qual o melhor mercado e qual derivado da planta tem maior aceitação na região. Com essas respostas, faz-se a escolha da variedade adequada e então as adequações de solo, adubação e outros procedimentos técnicos.
Na opinião de Regina Ungaro, o ideal para o pequeno produtor é que ele se associe a outros para adquirir uma mini-prensa e poder extrair óleo para alimentação humana e animal e também produzir a torta. O equipamento processa 40 quilos de grãos por hora e cada hectare rende cerca de duas toneladas de grãos. Daí a necessidade de que os agricultores façam o cálculo do uso da mini-prensa e avaliem qual o tamanho do grupo de produtores que o equipamento de extração pode atender. Para saber sobre tudo isso, os interessados podem participar do evento no próximo dia 21 de agosto e procurar informações no Instituto Agronômico, órgão da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Carla Gomes (Mtb 28156) ? Assessoria de Imprensa ? IAC ? Fone (19) 3231-5422, r. 124 e 191

SERVIÇO:
Local: Pólo APTA do Leste Paulista
Endereço: Estrada Pinhalzinho/Monte Alegre do Sul
Monte Alegre do Sul - SP
Data: 21 de agosto de 2003
Fone: (19) 3899-1286
E.mail: pololestepaulista@apta.sp.gov.br
Contato: Maria Regina G. Ungaro
Fone: (19) 3241-5188 - ramal 320
E.mail: ungaro@iac.sp.gov.br
IAC - www.iac.sp.gov.br

Para mais informações acesse http://www.agrolink.com.br/noticias/iac-mostra-rentabilidade-de-girassol-para-pequena-propriedade_11680.html


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