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IAC participa de Exposição de Café em Brasília

Evento será de 20 a 22 de maio, na Câmara dos Deputados.(16/05)

Os visitantes da Exposição de Café, que será realizada em Brasília, de 20 a 22 de maio, poderão conhecer parte do trabalho do Instituto Agronômico (IAC) nas pesquisas com café. Será uma boa oportunidade para o público ver de perto os resultados dessa instituição de pesquisa que tem o mais antigo e completo Programa de Melhoramento Genético do Cafeeiro. O IAC completará, em junho próximo, 117 anos e desde sua criação pesquisa café.
O IAC foi criado para pesquisar a cafeicultura e os resultados conquistados são os mais importantes. Pode-se dizer que a cafeicultura brasileira e de outros países, como os da América Central e Latina, tem sua base nas pesquisas desse órgão da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Durante a Exposição, que será na Câmara dos Deputados, o IAC irá apresentar material vivo de café, mostrando toda a seqüência dessa cultura ? da planta até o produto torrado e moído. O público também terá acesso a informações sobre as tecnologias geradas pelo IAC para a cadeia produtiva do café, além das três últimas variedades lançadas, chamadas Tupi, Ouro Verde e Obatã. A participação do IAC no Genoma Café, iniciado em 2002, também será abordada na Exposição.
O objetivo do IAC é mostrar aos participantes do evento todo o conhecimento gerado para a cafeicultura. Graças às pesquisas realizadas no Instituto Agronômico, o Brasil é ? de longe ? o maior produtor mundial de café, com 47 milhões de sacas em 2002, e os maiores conhecedores do assunto reconhecem a excelência do café brasileiro. A proposta é fazer com que os interessados saibam que o IAC dispõe de diversas tecnologias e que essas estão disponíveis para atender aos agricultores.
Para se ter uma idéia do quanto o IAC contribui para o setor, as variedades desenvolvidas pelo IAC representam cerca de 95% dos 5,5 bilhões de cafeeiros cultivados nos campos brasileiros. Mas o sucesso das pesquisas IAC superam fronteiras ? mais de 60% do material genético das lavouras da América Latina e parte da América Central é proveniente do Programa de Melhoramento do Cafeeiro desenvolvido pelo IAC.
A produção de café com qualidade impõe uma série de requisitos, como o clima e as técnicas de preparo, mas, sem dúvida, o principal é a matéria-prima, ou seja, a variedade plantada. Sem uma variedade que produza um fruto de qualidade, todos os demais requisitos caem por terra. Por isso o Brasil é privilegiado por contar com as pesquisas do IAC.
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As principais variedades desenvolvidas no IAC no decorrer dos últimos 70 anos de pesquisas são as seguintes: Bourbon Vermelho e Amarelo, Caturra Vermelho e Amarelo, Mundo Novo, Acaiá, Catuaí Vermelho e Amarelo, Icatu Vermelho e Amarelo, Icatu Precoce, Obatã, Tupi e Ouro Verde. É importante ressaltar que essas variedades têm potencial para produzir cafés em quantidade e qualidade para grandes cafeicultores e para os que praticam a cafeicultura familiar.
Além da quantidade, o IAC faz do país um produtor de qualidade. Em 2002, o primeiro colocado no Concurso de Café de Qualidade de São Paulo ?Prêmio Aldir Alves Teixeira?, venceu com a cultivar Obatã, lançada oficialmente pelo IAC em 2000.
Por isso não é exagero dizer que as pesquisas do IAC estão para o mercado de café assim como o solo está para os cafezais, tamanha importância para o sucesso dessa cultura. As pesquisas do IAC criaram a sustentação da cafeicultura brasileira, modificou sistemas de produção e permitiu a utilização de novas áreas para o cultivo de café, com aumento de lucratividade e viabilização do plantio em regiões antes improdutivas, como a enorme área de cerrado, não só em São Paulo, como no Triângulo Mineiro, região que hoje desponta como importante produtora. Atualmente, o Estado de Minas Gerais é o principal produtor brasileiro, com cerca de 50% da produção total.
À moda antiga ou moderna, o fato é que o IAC continua trabalhando para manter aquecido o agronegócio do café. E para o bem da economia brasileira, pois esse produto gera para o país mais de dois bilhões de dólares de exportação, por ano, em condições normais de mercado. Mundialmente, o café gira mais de 50 bilhões de dólares por ano. É ou não importante? Se quiser saber mais sobre a cafeicultura, visite o Instituto Agronômico, em Campinas, e tome um café com a gente.


Para mais informações acesse http://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/cafe/190415-melhores-cafes-do-brasil-edicao-especial-sera-lancada-em-brasilia.html#.Y1bD-XbMLIU


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