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IAC reforça protagonismo em inovação e sustentabilidade na canavicultura em 2025

O ano de 2025 foi marcado por avanços relevantes e pela consolidação de estratégias que reforçam o papel da pesquisa no desenvolvimento do setor sucroenergético brasileiro. À frente da Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento de Cana do Instituto Agronômico (IAC), o pesquisador Mauro Alexandre Xavier destaca o período como um ciclo de desafios climáticos e fitossanitários, mas também de conquistas expressivas, com lançamento de variedades e disponibilização de novas tecnologias para o setor produtivo alcançar a tão sonhada canavicultura de três dígitos.

Para Xavier, um dos principais marcos do ano foi o lançamento de duas novas cultivares — IAC07-2361 e IACCTC09-6166 —, resultado do melhoramento genético do Programa Cana IAC. As variedades ampliam as opções para a região Centro-Sul e simbolizam o esforço de uma ampla rede de pesquisa, que reúne cerca de 800 experimentos distribuídos em 11 estados brasileiros.

Além do melhoramento genético, Xavier aponta a Tecnologia do Terceiro Eixo como outro destaque de 2025. Esse método permite mitigar os efeitos do déficit hídrico, antecipar a colheita inicial e estender o intervalo produtivo dos canaviais e vem sendo cada vez mais adotado por produtores. “Na prática, o Terceiro Eixo se traduz em ganhos de produtividade e maior longevidade das lavouras, com potencial de superar a média de 100 toneladas por hectare ao longo de cinco cortes”, afirma.

Em um cenário climático adverso, a atuação do IAC se concentrou na seleção regionalizada de novas variedades, levando em conta as especificidades de solo e clima. No campo fitossanitário, a participação em iniciativas como o CEPENFITO contribuiu para o avanço no entendimento de doenças como a Síndrome da Murcha da Cana, reforçando o papel da ciência na mitigação de riscos.

A agenda de sustentabilidade também avançou em 2025. “Tecnologias como o sistema de multiplicação de Mudas Pré-Brotadas (MPB) e a expansão de práticas de manejo mais eficientes reforçam o compromisso do Programa com uma canavicultura de menor impacto ambiental e maior eficiência no uso de recursos”, afirma.

Outro destaque foi a atualização do tradicional Boletim 100, referência técnica para manejo de fertilidade do solo e adubação, que segue orientando produtores de diversas culturas, incluindo a cana-de-açúcar. A iniciativa evidencia a capacidade de o IAC traduzir conhecimento científico em orientações práticas para o campo.

A relação com o setor produtivo permaneceu como pilar central das atividades. O Grupo Fitotécnico do IAC, com mais de três décadas de atuação, segue como um importante fórum de discussão e prospecção de demandas. Ao longo do ano, diferentes agentes da cadeia da bioenergia se reuniram para alinhar as pesquisas às necessidades reais do setor.

No campo das parcerias, o IAC ampliou sua atuação colaborativa com usinas, cooperativas, universidades e instituições de pesquisa no Brasil e no exterior. A expansão da rede de experimentação e dos programas regionais de melhoramento reforça a estratégia de integração como motor da inovação.

Para o futuro, a principal lição deixada por 2025 é a necessidade de integrar tecnologias e conhecimentos de forma cada vez mais ágil. Segundo Xavier, o desafio está em transformar inovação em ganhos concretos de produtividade agroindustrial, aliados à sustentabilidade e à eficiência econômica.

“A pesquisa continuará sendo a base das transformações tecnológicas. Os desafios são grandes, mas as oportunidades também”, resume.


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