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IAC passa a integrar a Rota da Cachaça de São Paulo

Por Mônica Galdino (MTb 47045) – Assessoria de comunicação IAC
O Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, é o novo integrante da Rota da Cachaça de São Paulo — projeto turístico e cultural lançado pelo Governo do Estado em 2025, que conecta produtores, alambiques históricos e experiências ligadas à bebida em diversas cidades do interior paulista. O IAC atua na área de pesquisa, desenvolvimento e inovação relacionada à cana-de-açúcar e à produção de cachaça com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade do produto e dos processos. Essas contribuições do Instituto estão entre os critérios para sua participação nessa ação intersecretarial paulista, por meio do Serviço Regional de Pesquisa de Jaú “Hélio de Moraes” do IAC.
O Projeto conta com dez rotas distribuídas por 65 municípios. Além de formação técnica, esses destinos proporcionam experiências junto ao turismo rural, à natureza e à história, com degustações de produtos de qualidade. A Rota da Cachaça de São Paulo é coordenada pela Casa Civil com as contribuições das Secretarias de Turismo e Viagens, Agricultura e Abastecimento, Cultura e Economias Criativas, Desenvolvimento Econômico e da Invest SP.
De acordo com a pesquisadora do IAC, Raffaella Rossetto, essa unidade do Instituto pretende ampliar sua atuação junto à Rota da Cachaça. As ações previstas envolvem a ampliação de parcerias, de projetos de pesquisa e extensão e a capacitação de profissionais do setor. “A expectativa é contribuir ainda mais para a valorização da cachaça como produto de identidade cultural e de importância econômica regional e nacional”, comenta pesquisadora do IAC, vinculada à APTA (Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Atualmente, o escopo de estudos do IAC contempla principalmente variedades com melhor perfil para a produção de cachaça e a qualidade da matéria-prima para essa finalidade, mas outras áreas também serão implementadas como os processos envolvendo a fermentação e destilação, além de realizar capacitações técnicas e dias de campo para transferência de conhecimento e tecnologias.
Para a técnica de pesquisa e responsável pelos eventos na área de cachaça, Valmira Souza Cruzeiro, o ingresso na Rota da Cachaça representa um reconhecimento do trabalho realizado em equipe. “A inclusão na Rota da Cachaça reforça a motivação da equipe para continuar contribuindo com o desenvolvimento do setor e da cadeia produtiva da cachaça. Esse é o resultado do vínculo da pesquisa construído com os produtores e parceiros ao longo do tempo”, afirma.
89 anos em 2026
O Serviço Regional de Pesquisa de Jaú “Hélio de Moraes” do Instituto Agronômico irá completar 89 anos em 2026. São quase nove décadas contribuindo com a canavicultura por meio da geração e transferência de conhecimentos técnicos, capacitações, assistência técnica, desenvolvimento de tecnologias e boas práticas de produção. “Essas ações visam aumentar a qualidade da cachaça, a eficiência produtiva, e a sustentabilidade dos processos”, diz Raffaella.