Notícias IAC

IAC marca presença na 19ª Coopershow com exposição de mandioca e palestras técnicas

Por Mônica Galdino (MTb 47045) e Carla Gomes (MTb 28156) – Assessoria de comunicação IAC

 

O Instituto Agronômico (IAC) aguarda representantes da cadeia produtiva da cultura de mandioca no VI Simpósio “Mandioca e Mudanças: Rusticidade, Inovação e Sustentabilidade”, que ocorre em 29 de janeiro, no município de Cândido Mota. O encontro faz parte da 19ª Coopershow, realizada de 27 a 30 de janeiro. O IAC é uma das instituições parceiras do evento e estará presente com estande demonstrativo e plots de campo, propagando os seus conhecimentos no Simpósio e também expondo algumas de suas variedades de citros, feijão, mandioca, batata-doce, café e cana-de-açúcar no campo experimental.

A equipe de pesquisadores do IAC, vinculado à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, irá abordar diversos aspectos da cultura da mandioca no evento por pesquisadores do IAC. A “Importância das Condições Hídricas do Solo na Época do Plantio, no Médio Vale do Paranapanema”, será apresentada pela pesquisadora, Angelica Prela Pantano. A cada ano, os produtores rurais se preocupam com as questões climáticas e como isso pode influenciar na produção agrícola. Angelica irá abordar sobre o balanço hídrico do solo e os volumes de chuva dos últimos dez anos.  “Por meio desse balanço e analisando os períodos considerando as épocas de pré e pós-plantio, podemos analisar as condições do solo no período de desenvolvimento de novas variedades de plantas da cultura no campo, incluindo possíveis variações de adaptação de diferentes variedades de mandioca ”, afirma.

A apresentação Novas Cultivares de Mandioca de Mesa: Cultivares IAC para Região será ministrada por José Carlos Feltran, que irá discorrer sobre aspectos de cultivo, planejamento e apresentará as cultivares IAC 576, IAC 601 Vitaminada e a IAC 28 Bruta que, também, estão cultivadas em área de campo e poderão ser visitadas pelo público. “O evento possibilita aos visitantes a integração do conhecimento técnico com o prático ao mesclar atividades como palestras, exposição de estande e área de plantio”, diz.

No campo experimental o destaque é a variedade de batata-doce lançada em 2025, a IAC Dom Pedro II, tem 64,71 vezes mais carotenoides, responsável pela provitamina A. Além desta característica que atrai consumidores, a nova batata-doce IAC apresenta produtividade 48,60% superior à da principal variedade cultivada no Estado de São Paulo, chamada Canadense.

No estande do IAC haverá mil mudas das variedades de batata-doce IAC D. Pedro II e IAC 134 AL01, também rica em betacaroteno, além de 400 mudas da IAC Ametista, caracterizada por polpa roxeada rica em antioxidantes.

O assunto “Herbicidas Registrados para Mandioca” é o tema da palestra do pesquisador Valdemir Antonio Peressin. “A região de Cândido Mota possui relevância na produção de mandioca e batata-doce no estado de São Paulo. O público terá acesso às técnicas, pesquisas e variedades produtivas e adaptadas para a região”, afirma.

Manejo adequado da mandioca para a renda e segurança alimentar

O tema Diretrizes de Requalificação em Sistema Produtivo de Mandioca será abordado pelo pesquisador, Afonso Peche Filho. Para ele, em muitas regiões a mandioca segue sendo uma cultura estratégica para a renda de produtores, da indústria e para segurança alimentar. Porém, o modo de condução predominante pode estar acelerando a perda do próprio capital que sustenta a produção: como o solo estruturado, infiltração de água, perda de matéria orgânica e fertilidade. “Requalificar não significa complicar a lavoura nem impor um pacote, significa corrigir trajetórias para que o sistema continue produtivo, economicamente viável e socialmente aceito ao longo do tempo”, afirma.

O pesquisador traz diretrizes que não constituem um manual rígido, mas um conjunto de princípios e medidas aplicáveis, capazes de orientar desde ajustes simples como plantio em nível, manejo de carreadores e cobertura do solo até mudanças estruturais, como redução de mobilização, tráfego planejado, consórcios e cobertura viva. Essas abordagens têm sempre foco em resultados mensuráveis na lavoura e no território.

Peche afirma que a requalificação é também gestão de risco e governança territorial. A cooperativa tem um papel especial nesse processo: ela organiza assistência técnica, promove padrões mínimos de qualidade, facilita acesso a máquinas e viabiliza soluções coletivas, planejamento de carreadores, adequação de estradas internas, práticas em nível, logística de colheita e incentivo a coberturas vegetais e consórcios. “Ao invés de cada propriedade apagar incêndios sozinha, a requalificação propõe direcionamento para a produção de mandioca com redução de perdas, aumento da infiltração, estabilização da produtividade e diminuição de custos invisíveis que hoje recaem sobre o cooperado, a cooperativa e o município”, explica.

O público terá acesso a um conjunto de diretrizes básicas para alinhar três objetivos: manter e elevar a produtividade com base em solo vivo e estruturado; reduzir custos e riscos operacionais, especialmente em anos climáticos difíceis; e diminuir externalidades, erosão, assoreamento e degradação hídrica, que transformam um problema agronômico em um passivo social.

 

Serviço:

Evento: 19ª Coopershow

Data: 27 a 30 de janeiro de 2026.

Endereço: R: Antônio Paulino Barreiros, 714 - Cândido Mota/SP

Informações sobre o evento: (18) 3341-9436

https://www.coopershow.com/

 

 


Sede do Instituto Agronômico (IAC)
Avenida Barão de Itapura, 1.481
Botafogo
Campinas (SP) Brasil
CEP 13020-902
Fone (19) 2137-0600