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IAC recebe visita do grupo PepsiCo

Por Carla Gomes (MTb 28156) – Jornalista científica, assessora de comunicação IAC

O Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, recebeu ontem, 27, a visita de representantes do grupo PepsiCo: Isabela, Malpighi, Raíza Welsch Ferraz e Ismael Cordeiro. Pelo IAC estiveram presentes o coordenador, Marcos Landel, o vice-coordenador, Heitor Cantarella, pesquisadores líderes de pesquisas nas áreas de interesse do grupo visitante e assessores da coordenação. Participaram também o subsecretário da Agricultura, Orlando Melo de Castro, e o ex-secretário de Agricultura, Francisco Matturro.

Na sede do IAC, foram apresentadas relevantes informações sobre áreas de pesquisa e as parcerias firmadas com a iniciativa privada, que encontram na cooperação com o Instituto oportunidades para atender aos aspectos ambiental, social e governamental, previstos no conceito ESG (Environmental, Social and Governance) como parte estratégica da gestão corporativa.

Dentre seus vários produtos, o grupo @pepsico_br produz a batata Lays, considerada um dos snacks mais populares do mundo. O grupo produtor de alimentos, lanches e bebidas foi apresentado às diversas cultivares de batata inglesa desenvolvidas pelo IAC com resistências às duas principais doenças da cultura e para diversos segmentos tipos de uso: purê, palha, chips e pré-frita congelada.

O IAC tem a primeira batata inglesa roxa registrada no Brasil. Segundo os representantes da PepsiCo, o brasileiro não aprecia batatas especiais, como as coloridas. O pesquisador Thiago Factor destacou que está ciente do programa de melhoramento genético de batata conduzido pela empresa, mas reforçou que, caso haja interesse em variedades coloridas, o IAC já possui cultivares desenvolvidas e está aberto a discutir a transferência dessa tecnologia.

Factor também agradeceu pela confiança da PepsiCo ao permitir que o IAC testasse os materiais de batata desenvolvidos pelo grupo ainda não registrados no Brasil. O IAC testou 18 e 19 variedades, respectivamente, nos anos de 2024 e 2025.

Os visitantes também conheceram a cultivar IAC Aracy, que tem o maior nível de resistência à pinta preta - segunda principal doença da batata -, e a IAC Ibituaçu, que tem a maior resistência à requeima - a principal doença da cultura. Factor também explicou sobre a variedade recentemente desenvolvida – IAC Frida -, ideal produzir pré-frita congelada e ainda vai muito bem como chips e palha. Os visitantes conheceram também a IAC Rurik - a mais amarela do mercado e rende um excelente purê.

O pesquisador apresentou também as pesquisas com a batata-semente e comentou que 10 milhões de mini-tubérculos são produzidos todos os anos no Brasil com a tecnologia IAC, da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

Na área de grãos, o grupo teve acesso às informações sobre o programa de melhoramento genético de feijão, que viabiliza a exportação deste grão no Brasil, graças aos trabalhos do IAC, liderados pelo pesquisador Sérgio Carbonell. Este ano, 171 mil toneladas de feijão foram exportadas. A Índia e a China têm conversado com IAC sobre novos feijões. Como o consumo de feijão vem caindo no Brasil, a equipe do IAC busca novas opções para gerar novas oportunidades para o setor.

Após a visita na sede, o grupo teve a oportunidade de conhecer a usina Reciclar Verde na Fazenda “Santa Elisa” do IAC, também em Campinas, e áreas de pesquisas, incluindo o café.

Com este projeto Reciclar Verde, desenvolvido em parceria com a Prefeitura Municipal de Campinas, por dia, 100 toneladas de resíduos de podas, lodo de esgoto e, mais recentemente, de resíduos alimentares, são transformadas em 70 toneladas, por dia, de composto para uso agrícola.  Este trabalho gera uma economia mensal de R$ 1 milhão para a Prefeitura com despesas em aterro municipal e transporte. 


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