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IAC debate os desafios do melhoramento genético da macaúba

Por Carla Gomes (MTb 28156) – Jornalista científica e assessora de comunicação IAC
O Instituto Agronômico (IAC) mantém relevante programa de melhoramento genético da macaúba, palmeira nativa do Brasil que vem se destacando por seu potencial econômico, ambiental e energético. Dentre os trabalhos estão os conduzidos em parceria com instituições privadas e públicas. A reunião anual de balanço do Projeto Macaúba da parceria IAC-Acelen Renováveis foi realizada ontem, 4, na sede do Instituto Agronômico, em Campinas.
Cientistas do Instituto, da Apta Regional e alunos da Pós-graduação IAC se reuniram com representantes da Acelen Renováveis - o gerente de Pesquisa e Inovação, Dioger Teruel, a coordenadora de Pesquisa e Inovação, Gabriella Reis, outros coordenadores de áreas e pesquisadores da Unicamp.
Em sua apresentação junto ao grupo, o pesquisador do IAC, Carlos Colombo, falou sobre os estudos que vêm sendo conduzidos e os desafios do trabalho que objetiva desenvolver material que apresentem uniformidade de plantas em plantios comerciais.
“Ter a indústria como parceira é fundamental para melhor direcionar a atividade de pesquisa - por exemplo para definirmos qual o ideotipo desejado pelo mercado”, comentou Colombo.
Dentre as necessidades de melhoramento na macaúba estão a ampliação da janela de produção da planta – que floresce em poucos meses e com isso produção sobrecarrega a indústria -, e também reduzir o número de espinhos para evitar acidentes de trabalho. Outra demanda é ajustar a composição de ácidos graxos da palmeira, visto que algumas plantas apresentam 90% de ácido oleico e outras têm 50%. O óleo extraído da polpa e da amêndoa é usado na produção de alimentos, cosméticos e sabões.
Colombo ressaltou também a importância de as plantas ideais serem clonadas, considerando estratégica essa clonagem da macaúba, espécie que está presente em cinco dos seis biomas brasileiros.
O projeto busca conhecer como a variabilidade genética está organizada, a identificação de onde estão os estados com essa diversidade e as características necessárias da planta ideal para o mercado. A pesquisa considera as características agronômicas dessas plantas e a distância entre elas. “Ao recombinar plantas menos distintas geneticamente, aumentamos a chance de as futuras plantas serem mais semelhantes às cruzadas – nosso objetivo é justamente reduzir a variabilidade a fim de que as plantas tenham ciclos similares no plantio comercial”, explica o pesquisador do IAC, da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.