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138 anos de contribuições para a agricultura brasileira

Fundado em 1887, por D. Pedro II, que este ano completaria 200 anos, o IAC se tornou referência nacional e internacional por suas inovações tecnológicas, desenvolvimento de cultivares e soluções sustentáveis que revolucionaram diferentes cadeias do agronegócio. Seus resultados impactam diretamente lavouras, empresas, cooperativas e milhões de produtores rurais em todo o país.

“Como em todos os aniversários do IAC, é inevitável ressaltar a longevidade e atualidade da mais antiga instituição de pesquisa agrícola do Brasil. Mas, 2026 é especial pois estamos comemorando 138 anos da fundação e 200 anos do nascimento do nosso fundador, o Imperador D. Pedro II”, ressalta o pesquisador e vice-diretor do IAC, Heitor Cantarella.

Entre os destaques que consolidam a excelência do Instituto está o desenvolvimento de 1.189 cultivares de uma centena de espécies. Dentre essas estão 69 cultivares de café arábica, responsáveis por cerca de 90% dos cafezais no Brasil da espécie. Na mesa do brasileiro chegam cultivares de feijão de alta performance – são 61 cultivares IAC, que respondem por 25% da área deste grão cultivada nacionalmente. O estado de São Paulo lidera em produtividade média por área de feijoeiro e ocupa a sexta posição na produção brasileira deste alimento - a maior fonte de proteína vegetal na dieta nacional. As cultivares IAC de amendoim ocupam 80% das lavouras paulistas, que são responsáveis por 80% de todo o amendoim nacional. O Instituto já desenvolveu 21 cultivares desta oleaginosa com o objetivo de proporcionar resistência a doenças, qualidade agronômica e industrial, destacando-se os materiais com mais de 80% de ácidos oléicos.

O Programa Cana IAC também se destaca com 35 variedades registradas e 720 ensaios em desenvolvimento em 11 estados, refletindo o compromisso do Instituto com a produtividade e a inovação do setor sucroenergético.

A trajetória de liderança se estende a outras culturas essenciais, como a mandioca de mesa "amarelinha" que domina as prateleiras paulistas, além do maior programa de melhoramento genético de citros do mundo.

A ação do IAC vai além da pesquisa genética. Há iniciativas como o QUEPIA – Programa de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura, uma parceria com o setor privado voltada à pesquisa e ao desenvolvimento de EPI para aplicação de defensivos. O programa participa ativamente de órgãos técnicos de normatização, como a ABNT e a ISO, e abriga o único laboratório da América Latina credenciado pelo Ministério do Trabalho para avaliar a qualidade desses equipamentos. Graças a esse trabalho, o índice de reprovação das vestimentas despencou de 60% para menos de 20% — um avanço expressivo em proteção e bem-estar no campo.

Outro programa estratégico é o Adjuvantes da Pulverização, que desenvolve métodos científicos para avaliar a funcionalidade dos adjuvantes agrícolas. Com cerca de 40 empresas e 100 produtos analisados, o laboratório do IAC se tornou referência na busca por certificações e recomendações técnicas mais precisas, contribuindo diretamente para a qualidade e eficácia das pulverizações.

O setor conta também com o Quarentenário IAC, referência na prevenção de pragas exóticas; o Boletim 100, considerada a “bíblia do manejo nutricional”; além da Plataforma Aberta Bluein/IAC, que conecta ciência, startups e empresas do setor agro.

Genética de precisão: como o IAC identifica resistência a doenças antes do plantio

No campo da resistência genética, o IAC avança na obtenção de marcadores moleculares associados à resistência a doenças em plantas. Esses marcadores permitem ao pesquisador identificar genótipos resistentes sem a necessidade de cultivo em campo, otimizando tempo e recursos. Especificamente no feijoeiro, genótipos promissores já estão sendo utilizados em cruzamentos para obtenção de novas cultivares resistentes a doenças complexas, contribuindo para a segurança alimentar e a produtividade agrícola.

Essas iniciativas reforçam o protagonismo do IAC como um centro gerador de conhecimento que transforma desafios agrícolas em soluções concretas para produtores e consumidores, sempre com respeito à biodiversidade, à sustentabilidade e à saúde da população.

Com um legado que envolve cerca de 628 mestres e doutores formados em sua Pós-graduação em Agricultura Tropical e Subtropical, o IAC segue firme em sua missão de cultivar conhecimento, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável para o Brasil do presente e do futuro.

 

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