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IAC realiza a 50ª Expocitros e 46ª Semana da Citricultura

Por Carla Gomes (MTb 28156) – Assessoria de Comunicação do IAC.

O Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, celebra os 50 anos da Expocitros, principal evento do setor citrícola, coordenado pelo Centro de Citricultura “Sylvio Moreira” do IAC. Começa hoje, 3, e segue até sexta, 6, a 50ª Expocitros e a 46ª Semana da Citricultura, em Cordeirópolis, onde são esperados dez mil participantes. Dentre os resultados que serão apresentados pelo IAC estão um estudo em pomares de laranja Pêra que mostrou a redução de até 50% nas emissões de dióxido de carbono equivalente, por hectare, e também um aumento de produtividade em torno de 20% com o uso combinado de roçagem ecológica e nitrato de cálcio.

Este estudo será apresentado nesta quarta, 4, na sessão Planejamento de novos pomares e Sustentabilidade e inovação, com as respectivas coordenações dos pesquisadores do IAC, Mariângela Cristofani-Yaly, Marinês Bastianel, Fernando Alves de Azevedo e Rodrigo Rocha Latado.

Azevedo irá apresentar os resultados dessa pesquisa em que foi avaliado o impacto de práticas agrícolas conservacionistas no sequestro de carbono e na redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE) em pomares de laranja Pêra, enxertados em limão Cravo. Nesse estudo foi analisado o uso de plantas de cobertura do solo, combinado com diferentes tipos de roçadoras - ecológica e convencional -, além de fontes distintas de adubação nitrogenada — ureia, nitrato de amônio e nitrato de cálcio.

“A pesquisa indicou que o uso de fontes mais nobres de nitrogênio, como nitrato de amônio e nitrato de cálcio, aliado a práticas conservacionistas, é mais eficaz na mitigação de GEE, com redução de até 50% nas emissões de dióxido de carbono equivalente, por hectare”, comenta Azevedo. Os experimentos mostraram também aumento significativo de produtividade em torno de 20% com o uso combinado de roçagem ecológica e nitrato de cálcio. Esse manejo resultou ainda na menor incidência da doença cancro cítrico.

“As descobertas são importantes frente à necessidade de manter a competitividade do Brasil como maior produtor de laranja e exportador de suco da fruta frente aos desafios de conciliar produtividade e sustentabilidade na produção”, avalia.

Em 5 de junho serão apresentadas as palestras Manejo de adubação em novos plantios, Uso de herbicida pré-emergentes na citricultura e Cultivo de citros sob tela para proteção contra vetores de HLB, lideradas pelos cientistas do IAC, Rodrigo Marcelli Boareto, Rodrigo Martinelli e Sérgio Alves de Carvalho. Essas sessões de Melhores Práticas de Manejo e Fitossanidade contarão ainda com as coordenações dos pesquisadores do IAC Dirceu de Mattos Jr. e Valdenice Moreira Novelli.

Referente ao módulo experimental de cultivo protegido de citros de mesa, com foco na proteção com tela para exclusão do psilídeo Diaphorina citri, transmissor do greening (HLB), a doença mais devastadora da citricultura nacional, Carvalho relata que o sistema combina variedades de copa e porta-enxerto em ambiente protegido. Neste espaço são adotados espaçamento superadensado, fertirrigação localizada e condução inovadora das plantas. Os resultados indicam que a técnica tem potencial de viabilidade, especialmente para pequenos e médios produtores de citros de mesa com alto valor agregado.

 “Após dez anos de testes, a proteção com tela e o manejo adotado conseguiu impedir totalmente a entrada do inseto e da bactéria causadora do HLB”, diz Carvalho. A pesquisa conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O cultivo protegido de citros para produção de frutos não é adotado comercialmente no Brasil, mas é uma alternativa sustentável em áreas com alta incidência de HLB. O sistema favorece o uso de mão de obra familiar e pode garantir frutas de melhor qualidade ao consumidor.

No dia 6 de junho, a pesquisadora do IAC, Raquel Boscariol, irá abordar sobre a Biotecnologia aplicada ao controle do HLB: resultados e perspectivas do Centro de Citricultura.

Os interessados podem acessar a programação completa no site: https://www.expocitros.com.br/#inicio.

Para Marcos Guimarães de Andrade Landell, diretor-geral do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, os 50 anos indicam longevidade com histórias construídas a partir de sonhos, metas e idealismo de dezenas de pesquisadores, técnicos, citricultores e outros que por aqui deixaram a sua colaboração. “A Expocitros tem sido ao longo desse meio século um importante palco para apresentação dos avanços da citricultura brasileira.  E assim, esse setor, se um dos mais importantes do agronegócio paulista e brasileiro, no contexto mundial”, afirma.

A cada edição, os organizadores abordam os principais temas e questões da citricultura. Os eventos proporcionam extensa programação de palestras, expositores além de networking com especialistas e profissionais de empresas do setor citrícola.

Você sabia que... o  Centro de Citricultura “Sylvio Moreira” do IAC possui a maior coleção (BAG) do mundo, reunindo o maior número de plantas básicas, plantas matrizes, borbulheiras e jardins clonais do Brasil, com 95% das variedades copas e porta-enxertos do cinturão citrícola provenientes de plantas básicas do IAC?

Por ano, cerca de 150 mil borbulhas e 800 kg de sementes são transferidos ao setor. O Centro também realiza 15 mil diagnósticos para patógenos de citros com acreditação do Inmetro.

Serviço:

Evento: 50ª Expocitros e 46ª Semana da Citricultura

Data: 3 a 6 de junho de 2025

Local: Rod. Anhanguera, km 158 - Cascalho, Cordeirópolis - SP

Site: https://www.expocitros.com.br/#inicio


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