Notícias IAC

IAC desenvolve estudo para viabilizar seguro agrícola paramétrico ao setor sucroenergético

-

O Programa Cana IAC está conduzindo um estudo juntamente com a seguradora ValleAgro, especialista em Seguros Rurais, para desenvolver uma metodologia para o seguro paramétrico em cana-de-açúcar. “O contrato pode prever a quantidade de chuva ou uma dada temperatura ou mesmo a estimativa de produtividade da área segurada; e caso o índice não seja alcançado, o segurado poderá ser ressarcido em razão do potencial dano à produção”, comenta o pesquisador do Programa Cana IAC, Maximiliano Scarpari. As informações geradas pelo estudo foram transferidas para uso da ValleAgro a partir de novembro deste ano.

\r\n\r\n

Essa pesquisa, iniciada no começo de 2021, vem trazer uma resposta para o setor, já que na canavicultura é difícil fazer mitigação de dano frente às geadas e ao déficit hídrico. Essa dificuldade é causada, principalmente, pelo fato de os canaviais ocuparem grandes áreas.

\r\n\r\n

“Reunimos informações históricas de clima e as informações relativas às áreas de cada produtor, como localização, tamanho da área, ambiente de produção, estágio de corte, data do corte anterior e atual, produtividade realizada no último corte, TCH e ATR. Basicamente com essas informações é gerado um estudo de risco utilizando a modelagem matemática”, explica Scarpari.

\r\n\r\n

A metodologia adotada visa prever qual será a próxima colheita, baseando-se na condição do canavial e na produtividade obtida na safra anterior.

\r\n\r\n

De acordo com o cientista, por meio de modelagem matemática, faz-se a previsão da próxima colheita, incluindo quantas toneladas de cana por hectare, quanto de TCH e quanto de ATR em função das condições de cada produtor. Diante desses dados, a seguradora faz um seguro para que o produtor possa trabalhar e fixar uma produtividade que ele consiga manter sua renda. “O seguro é uma medida para mitigar as condições de seca, geada e fogo no canavial”, recomenda o pesquisador do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

\r\n\r\n

O pesquisador considera o seguro a melhor alternativa para os canavicultores. “O seguro agrícola evoluiu muito no Brasil”, diz.

\r\n\r\n

Em culturas como a uva, por exemplo, por serem lavouras menores, são viáveis medidas como irrigação e instalação de fogueiras destinadas à elevação da temperatura do ambiente no entorno da cultura.

\r\n\r\n

 

\r\n\r\n

Como a geada impacta a cana

\r\n\r\n

 

\r\n\r\n

“A geada faz com que o esfriamento congele o líquido que existe dentro da célula, levando ao rompimento da parede celular e, consequentemente, à morte dos tecidos da cana-de-açúcar, essa condição requer que a colheita do canavial seja feita o quanto antes”, explica o pesquisador do IAC, Maximiliano Scarpari.

\r\n\r\n

Segundo o pesquisador, quanto mais rápido esse canavial é processado, menores serão as perdas, principalmente em relação à qualidade da matéria-prima, que seria a inversão da sacarose. “A recomendação é fazer a colheita o mais rápido possível, quando ocorre a geada e a morte do ponteiro da cana”, diz.

\r\n\r\n

Em julho deste ano, já havia sido observado um déficit hídrico alto para época. Normalmente é esperado um déficit hídrico, mas já estava com valor bem acima da média do esperado para São Paulo e Minas Gerais. Nesse cenário, ainda veio a ocorrência das geadas, isto é, temperaturas abaixo de zero grau.  A equipe do Programa Cana IAC observou em alguns locais temperaturas não muito negativas, chegando a -1 e -2 graus, no máximo.

\r\n\r\n

“São Paulo e Minas Gerais já estavam sofrendo com o déficit hídrico e ainda vieram as geadas. “Por isso as condições desses canaviais paulistas e mineiros foram muito piores para enfrentarem as quedas de temperaturas”, comenta. De acordo com dados da UNICA, 10% dos canaviais paulistas sofreram com a geada este ano.

\r\n\r\n

No Paraná e Mato Grosso do Sul, quando ocorreu a geada, as condições de déficit hídrico estavam melhores do que as observadas em canaviais dos estados de São Paulo e Minas Gerais. “O problema é que quando há a ocorrência da geada, mesmo que as plantas estejam numa condição melhor, as baixas temperaturas levam ao congelamento das células e à consequente morte do tecido da cana, causada pelo rompimento da parede celular”, afirma. Felizmente a geada ocorreu em áreas isoladas em todos esses estados, segundo Scarpari. Desde o final de 2020 foi observada a falta de chuvas e o aumento de déficit hídrico nos canaviais, que começou afetar a brotação e o crescimento do canavial para a safra 2021.

\r\n\r\n

 

\r\n\r\n

 

\r\n\r\n

 

\r\n\r\n

 

\r\n

Para mais informações acesse -


Sede do Instituto Agronômico (IAC)
Avenida Barão de Itapura, 1.481
Botafogo
Campinas (SP) Brasil
CEP 13020-902
Fone (19) 2137-0600