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A ciência encanta as crianças

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Na Semana Nacional de C&T, a ciência agronômica do IAC aguça a curiosidade de crianças e adolescentes, além de alimentar a população e fornecer matéria-prima para diversos segmentos da indústria

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Por Carla Gomes (MTb 28156) – Assessora de imprensa – IAC

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“Nós vamos plantar uma semente na sua cabeça hoje”. Com essa frase, o diretor-geral do IAC e pesquisador da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), Marcos Antônio Machado, atraiu a atenção de alunos que visitaram o Instituto Agronômico (IAC), em Campinas,  nesta terça-feira, 22, como parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Outros institutos de pesquisa da SAA também participam do evento que vai até o dia 27 de outubro de 2019.

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Enquanto apontava para a cabeça dos pequenos, na faixa etária de 7 anos, e dizia que estava vendo se ali a semente poderia germinar, Machado esclareceu aos alunos: “Hoje vocês vão ouvir informações sobre ciência e elas vão ficar na cabeça de vocês. Essa é a semente que vamos plantar, a do interesse pela ciência e pelo estudo”, disse.

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Em tom didático, o diretor relatou aos estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Padre Emílio Miotti”, que grande parte de tudo que eles comem é pesquisado no IAC. Cientista na área de citricultura, ele comentou sobre o sistema de produção de alimentos em que o Instituto está envolvido.

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O diretor do IAC disse que para fazer esse trabalho, é preciso estudar muitos anos e constantemente. “Hoje esperamos deixar em vocês a semente do interesse pelo estudo e, quem sabe um dia, vários de vocês poderão se tornar um cientista e vão se lembrar de terem visitado o IAC quando crianças”.

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Após a lúdica apresentação do instituto, os alunos visitaram várias áreas de pesquisa, montadas especialmente para recebê-los, onde puderem ver e ouvir explicações sobre diversos assuntos. Por exemplo, uma bancada mostrava didaticamente como ocorre a erosão no solo, que estava exposto em mini estações – no solo nu, sem nenhuma planta, é possível observar que a enxurrada leva o solo para os rios, o que é prejudicial. Já no solo com lavouras ou com palhas resultantes de restos de colheita, esse dano é evitado. “As plantinhas no solo protegem o solo da explosão causada no momento em que as chuvas tocam o solo”, disse Wellingthon Júnnyor, pós-doutorado do Centro de Solos do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

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O mestrando da Pós-Graduação em Agricultura Tropical e Subtropical do IAC, Felipe Mateus de Almeida, explicou aos pequenos visitantes sobre os bichinhos que vivem no solo. Ao serem perguntados sobre a existência de bactérias boas, imediatamente responderam que não! “Vou provar para vocês que essas são boas e ajudam no crescimento das raízes da soja”, disse Almeida, encaminhando os alunos para a observação da bactéria no microscópio.

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Para Lúbia Cristina Mesquita Bertaci, uma das professoras que acompanhou as turmas durante a visita ao IAC, é muito importante essa visita “para que eles pensem de onde vem o que eles  comem”. Ela avalia que a oportunidade de estar em contato direto com a ciência os leva a se verem como possíveis cientistas no futuro. “Eles puderam ver que a ciência não é dissociada dos elementos reais e que quanto maior o investimento nessa área, maior a qualidade de vida para eles”, considera. Segundo Lúbia, a oportunidade da vivência é muito relevante para os alunos entenderem que a ciência não é algo afastado da realidade. “É muito importante trazer a ciência para o cotidiano e mostrá-la como parte dele”, disse. A professora comenta que muitos moram em bairros distantes e não têm fácil acesso à área central. “É preciso abrir as portas para eles nesse sentido, de eles se sentirem parte – o que é feito na ciência é feito para mim, eu uso e me atende”, resume.

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A avaliação foi positiva também por parte dos alunos. “É legal! A gente aprendeu bastante sobre plantas e a importância da terra”, disse Ícaro, aluno do segundo ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental “Padre Emílio Miotti”, localizada no Jardim Santa Lúcia. Ele completou que conhecia o IAC só de passar na frente, mas agora sabe “que todas as coisas que têm no mercado já passaram no IAC”. Missão cumprida! Ele entendeu o que a equipe da Secretaria de Agricultura pretendia transmitir. 

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