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IX Seminário sobre Conservação do Solo e Proteção de Recursos Naturais reúne especialistas no IAC
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Aliar políticas territoriais à produção economicamente viável e conservação do solo foi o foco dos temas debatidos durante o IX Seminário sobre Conservação do Solo e Proteção de Recursos Naturais, realizado em Campinas, na sede do Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O evento, realizado nos dias 11 e 12 de abril de 2017, reuniu mais de 150 participantes.
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O pesquisador do IAC, Afonso Peche Filho, abordou os desafios que os municípios, produtores e a população enfrentam para conciliar a economia e o bem-estar público. Peche afirmou que os modelos econômicos e produtivos distanciaram os cidadãos de suas cidades. “Hoje, os munícipes veem a região como um negócio. Ao olhar para o local apenas com esse viés econômico, acabamos negligenciando o desenvolvimento em escala humana”, disse.
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Na avaliação de Peche, essa visão provoca a ocupação desordenada e o descaso com as questões ambientais que envolvem o uso do território municipal . O pesquisador do IAC afirmou que a conservação do solo e dos recursos ambientais passam pelo uso e ocupação adequada do solo, que deve ser feitas de acordo com as recomendações resultantes da pesquisa agronômica. “As paisagens naturais estão sendo substituídas por paisagens cultivadas e, assim, vai provocando transformações no ecossistema local”, afirmou.
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Para diminuir os efeitos da degradação do território, o pesquisador sugere um planejamento operacional de acordo o comportamento hidrológico do ecossistema de referência. O entendimento dos diferentes ecossistemas presentes no município são fundamentais para o planejamento conservacionista. “Para isso é necessário que essas ações estejam alinhadas com as prefeituras”, disse.
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Entre os problemas causados pela degradação do solo, os mais citados foram os processos erosivos, o assoreamento e a poluição de rios, lagos e represas.
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O IAC trabalha há 72 anos no desenvolvimento de sistemas tecnológicos para os produtores manejarem e conservarem o solo. Pioneiro nessa área, o IAC contribui para fazer de São Paulo o Estado com maior acervo de informações sobre solos. Segundo o pesquisador do IAC, os estudos do Instituto contemplam a nova ordem mundial, que considera a degradação antrópica do território municipal causada pelo uso e ocupação das terras.
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De acordo com Peche, um diferencial do modelo em desenvolvimento do IAC está no redirecionamento dos períodos de preparo de solo e da aplicação do calcário. Antes se recomendava fazer a calagem três meses antes do plantio. Já a orientação mais recente é fazer esse procedimento, prioritariamente, durante o outono, principalmente em áreas com problemas de erosão. “Fazer a calagem no outono é uma boa opção, pois a terra ainda está úmida, a incorporação do corretivo pode ser seguida da semeadura da cultura de inverno, cobrindo o solo, diminuindo as possibilidades de exposição do solo às chuvas torrenciais e consequente perdas por erosão”.
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Para o secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, as pesquisas do IAC em conservação do solo estão em sintonia com as diretrizes do Governo do Estado de São Paulo. “O governador Geraldo Alckmin apoia a economia e o desenvolvimento sustentáveis”, afirmou Jardim.
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