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\r\nLançado durante do 54º Congresso Brasileiro de Olericultura, o livro “Melhoramento de Hortaliças” traz capítulo com participação do IAC
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A pesquisadora da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que atua no Instituto Agronômico (IAC), Arlete Marchi Tavares de Melo, é autora do primeiro capítulo do livro “Melhoramento de Hortaliças”, que aborda o histórico do melhoramento de hortaliças no Brasil, escrito juntamente com o professor Paulo César Tavares de Melo. O livro, que reúne 464 páginas ilustradas, pode ser adquirido no site da editora UFV, da Universidade Federal de Viçosa.
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“É um texto de leitura obrigatória aos jovens melhoristas de hortaliças que, por vezes, ignoram o brilhante trabalho desenvolvido por diversas instituições brasileiras de pesquisa”, disse Arlete.
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As atividades de melhoramento de hortaliças no Brasil tiveram início na década de 30, mesma época em que também foram iniciados os programas com hortaliças no Instituto Agronômico (IAC). Na década de 60, surgiram outros programas oficiais de melhoramento genético de hortaliças, concentrados em instituições públicas de ensino e pesquisa.
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“O IAC faz parte dessa história dada sua importância na pesquisa com hortaliças, iniciada em 1937, e que gerou grande conhecimento científico e desenvolvimento de dezenas de cultivares de hortaliças”, completa.
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As pesquisas com hortaliças no IAC tiveram início com a criação da Seção de Horticultura da Fazenda Santa Elisa, em Campinas. No decorrer dos anos, os programas de melhoramento genético do IAC deram grande contribuição ao agronegócio das hortaliças e as cultivares desenvolvidas pelo Instituto passaram a ser plantadas em todo o País e até no exterior. “Das conquistas tecnológicas da pesquisa em olericultura no IAC podemos citar 44 cultivares de hortaliças liberadas, entre elas, tomate, alface, morango, pimentão e pimenta”, afirma Arlete.
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Um dos principais destaques do capítulo produzido pela pesquisadora é o tomate de mesa Santa Cruz, o primeiro obtido no Brasil sem que nenhum programa de melhoramento genético tivesse sido planejado nesse sentido. “A cultura do tomate tem importante papel na economia nacional, é um dos principais produtos olerícolas do Brasil, e a pesquisa paulista tem sua importante contribuição também neste setor, como ressalta o governador Geraldo Alckmin”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim.
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Essa variedade foi obtida no fim da década de 30, a partir do cruzamento natural entre as cultivares Rei Humberto e Redondo Japonês, que ocorreu em uma lavoura em Suzano, no Estado de São Paulo. A aceitação do tomate Santa Cruz foi tão grande que em pouco tempo ela se tornou a cultivar de maior inserção no mercado nacional.
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“A partir do Santa Cruz, Hiroshi Nagai, pesquisador do Instituto Agronômico já falecido, iniciou programa de melhoramento que resultou no desenvolvimento de duas cultivares, IAC Ângela, em 1969, e a IAC Santa Clara, em 1985”, relata a pesquisadora. Durante três décadas, esses tomates foram os mais plantados no Brasil e também fonte de obtenção de híbridos por empresas sementeiras.
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Carla Gomes (MTB 28156) e Diana Azevedo – Estagiária – Assessoria de Imprensa - IAC