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Interessados podem preencher questionário sobre difusão de cana forrageira desenvolvida pelo IAC

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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio Programa Cana do Instituto Agronômico (IAC), realiza levantamento sobre o uso da cana-de-açúcar para fins forrageiros. A primeira variedade do Programa lançada com esta finalidade foi a IAC86-2480, a mais difundida entre os produtores de gado e que tem sido substituída pela variedade IACSP93-3046, que pode ser chamada cana multifunções. Com dupla aptidão, a IACSP93-3046 pode ser adotada para alimentação animal e também para produção de etanol e açúcar, incluindo o mascavo, rapadura e cachaça.
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O objetivo é realizar estudo socioeconômico sobre cana forrageira. Interessados em cana forrageira, como produtor rural, técnico, alunos e professores, podem acessar o questionário e colaborar com o levantamento. O questionário pode ser preenchido no link http://www.iac.sp.gov.br/areasdepesquisa/cana/pesquisa_cana_forrageira.php, até julho de 2016, quando está prevista a análise de dados.
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A partir das informações levantadas, serão elaborados projetos de pesquisa para aprofundar os conhecimentos no segmento de alimentação animal. Também estão previstas ações colaborativas para disseminar informações e conhecimento junto aos usuários da tecnologia IAC.
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Para o Secretário de Agricultura, Arnaldo Jardim, a estimativa é que, após a consolidação dos resultados do questionário, seja realizado um estudo, com o objetivo de esclarecer dúvidas que surgirem aprofundando algumas questões. “A finalidade da pesquisa é levantar o máximo de informações possível, fazer um estudo socioeconômico da produção de cana-de-açúcar forrageira e criar um canal de comunicação entre os produtores interessados em utilizar a tecnologia, especialmente os canavicultores, para esclarecer suas dúvidas, como orienta o governador Geraldo Alckmin”, afirmou.
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Para o Secretário de Agricultura, Arnaldo Jardim, o produtor precisa buscar alternativas para alimentar o seu gado durante a entressafra, quando o pasto seca, e a cana forrageira é uma alternativa fundamental para manter a produtividade. “A cana tem alta produção por hectare, é uma cultura de fácil manejo e é acessível tanto ao pequeno quanto ao grande produtor, mostrando-se como a melhor opção para a alimentação do gado”, disse.
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A pesquisa é realizada em parceria com a Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Jaú, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), e o Centro de Inovação, Empreendedorismo e Extensão Universitária (Unicetex), da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP.
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IACSP93-3046 tem dupla aptidão
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A variedade de cana-de-açúcar IACSP93-3046 tem perfil que atende a pequenos, médios e grandes produtores. Em um programa de melhoramento genético convencional, como o mantido pelo Programa Cana do IAC, esse resultado é considerado um sucesso no processo de seleção porque foi desenvolvido material que reúne características bromatológicas e agroindustriais que compreendem as várias necessidades do setor e atendem à pecuária e ao setor sucroenergético.
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            A IACSP93-3046 apresenta 58% de digestibilidade, apenas dois pontos percentuais a menos que a variedade IAC86-2480, desenvolvida especificamente para a finalidade forrageira. “A IACSP93-3046 apresenta 58% de digestibilidade in vitro da matéria seca e 51% de fibra em detergente neutro (FDN), frente aos 60% de digestibilidade e 48% de FDN apresentados pela cultivar IAC86-2480; as duas apresentam teores de sacarose acima de 15%, o que é desejável e, portanto, apresentam relação FDN/Pol entorno de 3,4”, explica o pesquisador da Secretaria que atua no IAC, Ivan Antonio dos Anjos.
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            Essa cana com dupla aptidão pode ser colhida por um período longo, que vai da segunda quinzena de maio até outubro, quando há escassez de pasto para o gado. “A cultivar tem período ótimo de colheita crescente, ou seja, à medida que o período de colheita se estende, a cana fica mais rica em sacarose e o teor de fibras é reduzido, favorecendo a digestibilidade da fração fibrosa e, consequentemente, o maior consumo do volumoso”, esclarece o pesquisador da Secretaria de Agricultura.  

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