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\r\nTrabalho prevê caracterização e diagnóstico das condições dos recursos hídricos da RMC, proposição de estratégias e ações de recuperação
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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, desenvolve um projeto de sustentabilidade hídrica para a Região Metropolitana de Campinas (RMC), em parceria com a Agência Metropolitana de Campinas (AGEMCAMP). O objetivo do trabalho, que terá duração de dois anos, é realizar a caracterização e o diagnóstico da condição dos recursos hídricos da Região para propor estratégias e ações de recuperação e mitigação.
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O projeto prevê também consultorias técnicas nas atividades que serão implementadas pelos municípios. Espera-se com este trabalho promover, na Região Metropolitana de Campinas, a sustentabilidade em recursos hídricos para o adequado suprimento de suas necessidades atuais, sem comprometer as condições de estabelecimento e desenvolvimento das futuras gerações, de acordo com Rinaldo Calheiros, pesquisador da Secretaria de Agricultura que atua no IAC.
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\r\nDesde o verão de 2014, a RMC vive um período de escassez hídrica. De acordo com dados do IAC, Campinas registrou, de outubro de 2013 a março de 2014, o período com menor índice de chuva, desde 1891. “De lá pra cá, a situação não melhorou, tanto que 17 cidades dessa região, entre elas Campinas, entraram na época seca de 2015 em estado de alerta por causa da baixa vazão do Rio Atibaia, de acordo com boletim divulgado pela Sala de Situação dos Comitês das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), correndo sérios riscos de desabastecimento por causa dessa seca prolongada”, explica Calheiros.
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Os pesquisadores do IAC elaboraram um projeto que engloba toda a RMC, envolvendo a caracterização das medidas conservacionistas necessárias à promoção físico-hidrológica dos solos, ajuste no manejo das culturas, recuperação da capacidade hídrica de produção de água das microbacias hidrográficas, aumento da vazão e disponibilidade de água na RMC e melhora da qualidade de água bruta nas bacias.
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O projeto também prevê a elaboração de um plano de segurança da água dos mananciais de abastecimento público, em cada um dos 20 municípios da RMC, considerada uma das regiões metropolitanas mais dinâmicas no cenário econômico brasileiro. Estão sendo realizados levantamentos das fontes atuais de poluição, elementos de risco de contaminação e classificação do potencial de contaminação dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos.
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Também são desenvolvidas ações de despoluição dos principais corpos hídricos intermunicipais e identificação dos pontos de erosão dos solos interferentes na quantidade e qualidade dos recursos hídricos e caracterização das condições atuais, causas e soluções ou mitigação do problema.
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“A região se destaca por reunir universidades e centros de pesquisas científicas, dentre eles, quatro são vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, são as instituições paulistas colaborando com o desenvolvimento da região, do Estado e do Brasil, como orienta o governador Geraldo Alckmin”, diz o secretário de Agricultura, Arnaldo Jardim.
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Fazem parte da RMC os seguintes municípios: Americana, Artur Nogueira, Campinas, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Jaguariúna, Monte Mor, Morungaba, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d Oeste, Santo Antônio de Posse, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.
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Texto: Assessoria de Imprensa – IAC
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