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Adoção de tecnologias IAC contribui para elevação de qualidade do maracujá brasileiro

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O Brasil é o maior produtor e consumidor de maracujá amarelo, com 56,3% da produção mundial. As tecnologias desenvolvidas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas são referência nacional para a produção da fruta.
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O Estado da Bahia é o líder nacional, com cerca de 63% do volume total negociado na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), em 2014. Santa Catarina ocupa a segunda posição, com cerca de 20% do total anual. Em 2015, nos meses de fevereiro e março, o maracujá catarinense representou, aproximadamente, 66% do volume negociado na CEAGESP, conforme dados do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort/Conab, 2015). Todos esses estados produzem graças as tecnologias geradas pelos pesquisadores do IAC.
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Há cerca de seis anos, Santa Catarina não figurava entre os produtores dessa fruteira tropical nativa. O Estado era considerado área de risco para a cultura, em função de geadas e ventos frios. A transformação dessa situação resultou de parcerias bem-sucedidas entre pesquisa e extensão. Há cerca de cinco anos, a pesquisadora do Instituto Agronômico, Laura Maria Molina Meletti, vem visitando os campos catarinenses e influenciando a realidade local “Desde o início dos pomares, as tecnologias IAC aprovadas nos pomares paulistas fazem a diferença na qualidade da produção”, afirma.
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O resultado da contribuição do IAC apareceu rapidamente, com impactos positivos por toda a cadeia de produção, do fruticultor até a venda na CEAGESP, que é o principal ponto de comercialização de frutas frescas do País. “Isso comprova a importância da pesquisa IAC para promover a inovação no setor produtivo e a efetiva contribuição ao incremento da renda do produtor e da qualidade de vida no campo”, avalia a pesquisadora. Além do IAC, participam dessas parcerias a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI), a Cooperja e produtores rurais pioneiros.
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Por diversas vezes, a pesquisadora do IAC esteve em áreas de produção nos municípios de Sombrio, Jacinto Machado, Araranguá, Taquari, no Sul do Estado, onde realizou treinamento técnico a extensionistas e produtores. Nesses encontros, a pesquisadora divulgou as cultivares de maracujá desenvolvidas pelo IAC e contribuiu para incrementar a qualidade das mudas junto aos viveiristas. As ações de transferência de tecnologias do IAC também envolveram palestras e cursos de curta duração em eventos regionais e seminários no Sul do Brasil. Laura também desenvolveu uma pesquisa participativa, em parceria com a EPAGRI.
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“A fruticultura é uma das áreas que fortalece a diversidade agrícola; a representatividade do maracujá brasileiro é um forte exemplo de como a tecnologia paulista contribui com a agricultura nacional, como recomenda o governador Geraldo Alckmin, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim.
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   Tecnologias IAC estão em um terço dos pomares de maracujá no Brasil 
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Em um terço dos 62 mil hectares cultivados com maracujá no País atualmente, há adoção de recomendações técnicas do Instituto Agronômico, incluindo as cultivares de maracujá IAC. “Esse índice demonstra a efetiva contribuição do Instituto paulista para o Brasil assumir e manter a liderança mundial na produção da fruta, que em 2013 e 2014 gerou uma receita anual superior a R$ 2,1 bilhões no agronegócio de frutas”, afirma a pesquisadora.
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As cultivares IAC são conhecidas e cultivadas em todo o País, especialmente nas novas áreas de produção, por conta dos bons resultados da transferência de tecnologia para os Estados de Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Ceará e Bahia, além de São Paulo.
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O IAC é responsável pelo desenvolvimento das primeiras cultivares de maracujá-amarelo no Brasil e é a única instituição que oferece sementes de cultivares registradas ininterruptamente, desde o ano 2000.  Antes dessa geração de tecnologia paulista, os produtores usavam sementes de frutos obtidos no mercado atacadista. “O lançamento de cultivares IAC foi o divisor de águas para a mudança de mentalidade necessária para o setor. A partir delas, houve a profissionalização dos produtores e a diferenciação no mercado consumidor”, afirma Laura Meletti.
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O Estado de São Paulo liderava a produção nacional de maracujá-amarelo entre 1990 e 2001. Naquela década, a média paulista de produtividade alcançou o triplo da média nacional, graças ao plantio de sementes melhoradas. Esse avanço fez de São Paulo o líder nacional em produção e qualidade. Novamente, os índices de adoção dos pacotes tecnológicos IAC expressam a colaboração da ciência agrícola. “Estima-se que a tecnologia IAC tenha chegado a 65% dos pomares da região Sudeste entre os anos de 2000 e 2007, e, atualmente, esteja em pomares de todos os Estados da federação”, diz Laura.
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A pesquisadora esclarece que ainda existem produtores mais resistentes à adoção de inovações, que possuem sementes próprias para o plantio, e outros que adotam cultivares de importância regional, lançadas depois de 2008.
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Os preços do maracujá superam a média nacional no primeiro semestre do ano. Isso ocorre porque a fruta é mais consumida no verão, tanto in natura, como processada. Santa Catarina diminui a sua produção no segundo semestre, em função do clima subtropical e da baixa insolação no período. Mas a qualidade da fruta e o aumento relativo da demanda elevam os preços médios do maracujá catarinense acima da média nacional. Entre 2011 e 2014, mais de 60% da produção catarinense foi negociada na CEAGESP, que é o principal destino da fruta. Em 2014, o volume negociado no entreposto paulista gerou cerca de R$33 milhões de valor bruto (Prohort/Conab).
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Texto: Assessoria de Imprensa – IAC
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