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Pesquisa sobre métodos de diminuição de poluentes em adubação da cana recebe prêmio internacional

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A pesquisa “Emissão de óxido nitroso de fertilizantes nitrogenados aplicados à cana-de-açúcar” foi premiado pelo International Plant Nutrition Institute (IPNI). O prêmio foi anunciado no dia 30 de setembro de 2015. O estudante de doutorado da Pós-Graduação do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, Johnny Rodrigues Soares está entre os 37 estudantes premiados no mundo, sendo seis do Brasil.  Os resultados apontaram que os fertilizantes à base de ureia e amônio mantiveram o padrão de 1% de emissão de óxido nitroso, enquanto que o fertilizante à base de nitrato apresentou uma redução de 95% da emissão dos gases. “Para a ureia ou amônio ser mais ecológico é necessária a aplicação em conjunto com os inibidores para que ocorra a redução de 90% na emissão dos gases”, disse Soares.
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O doutorando esclareceu que a maior parte dos solos brasileiros não acumula água e por isso o nitrato não emite tantos gases poluentes. Em países como a Austrália, com características de solos diferentes do Brasil, o processo de adubação de cana-de-açúcar pode emitir até 4% de óxido nitroso.
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Na pesquisa, orientada pelo pesquisador da Secretaria, que atua no IAC, Heitor Cantarella, o doutorando da PG-IAC analisou, por três anos, os processos de adubação na cana-de-açúcar, utilizando fertilizantes à base de ureia, amônio e nitrato e também com os inibidores de nitrificação.
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O doutorando explicou que o processo de adubação de cana-de-açúcar emite cerca de 40% de gases poluentes, por isso foi necessário desenvolver métodos eficientes e mais ecológicos. Soares contou que, na adubação os produtores utilizam, em média, 120 quilos de nitrogênio, por hectare. Dessa quantidade, 1% se transforma em óxido nitroso (N2O), que é um dos gases responsáveis pelo aumento do efeito estufa.
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De acordo com o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), em média, a liberação de óxido nitroso na atmosfera é de 1% do nitrogênio aplicado como fertilizante nas plantações. Parece pouco, mas o potencial de aquecimento global é cerca de 300 vezes maior do que o do gás carbônico. Além disso, o óxido nitroso é a principal substância destruidora da camada de ozônio.
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A segunda fase da pesquisa foi desenvolvida no Instituto Holandês de Ecologia. O estudante analisou os micro-organismos do solo por meio de DNA. “Durante as avaliações constatei que com o aumento de bactérias oxidadoras de amônia havia maior emissão de gases”, afirma Soares. O doutorando destacou que mesmo sem nenhuma intervenção humana o solo emite óxido nitroso.
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“Este reconhecimento coloca em evidência a competência de nossos institutos paulistas e os cursos de pós-graduação vinculados a estas unidades; é a valorização da pesquisa e do ensino, como incentiva o governador Geraldo Alckmin”, disse o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim.
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Os próximos estudos terão experimentos em condições diferentes de solos e climas com aplicação de resíduos da indústria canavieira como palha, vinhaça e torta de filtro. A defesa da tese de Soares será realizada no primeiro semestre de 2016.
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Pós-Graduação do IAC
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A Pós-graduação em Agricultura Tropical e Subtropical do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, IAC, em nível de mestrado, foi criada em 1999. Desde então, foram formados 373 mestres. O curso é credenciado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Do curso doutorado, iniciado em 2009, há 34 egressos.
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Os alunos da PG-IAC têm a possibilidade de conseguir bolsas de estudos junto a financiadoras como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
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Os cursos oferecidos pela Pós-graduação do IAC são direcionados para profissionais das áreas de engenharia ambiental, biologia e engenharia agronômica. Os pós-graduandos são inseridos nos projetos de pesquisa em andamento no IAC. O objetivo da programação é oferecer formação voltada para a pesquisa aplicada, com geração de tecnologias específicas para as cadeias de produção agrícolas.

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