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IAC participa do Encontro sobre o Agronegócio da Cultura do Urucum
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Coleção de urucum do IAC possui materiais com teor de bixina acima de 6%, substância corante que torna a cultura atrativa para a indústria e aumenta o valor pago aos produtores
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Por Carla Gomes (MTb 28156) – Assessora de Imprensa – IAC, Mônica Galdino (MTb 47045) – Assessora de Imprensa – IAC
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No século XIV, os índios brasileiros utilizavam o urucum como matéria-prima para a produção de tinturas vermelhas usadas para proteger a pele contra a ação do sol e de picadas de insetos. Atualmente, o urucum é utilizado amplamente na indústria de alimentos, bebidas, massas, laticínios, embutidos, condimentos, cosméticos, têxtil e na indústria farmacêutica. O Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, mantém estudos com essa cultura. No dia 28 de maio de 2015, o IAC realiza em parceria com a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) o Encontro sobre o Agronegócio da Cultura do Urucum, em Pindorama, interior de São Paulo. \r\n
O IAC irá apresentar informações sobre a sua coleção de urucum, com materiais que possuem alto teor de bixina, o corante produzido pela planta, além de grande potencial produtivo. “O Instituto Agronômico tem uma coleção de 63 variedades de urucum. Estamos selecionando esse material para que até 2016 seja lançada uma nova cultivar”, afirma Eliane Gomes Fabri, pesquisadora do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A indústria exige que o material possua, no mínimo, 4% de teor de bixina. Normalmente, os materiais adquiridos pelas empresas apresentam de 4% a 5,5%, mas a média nacional de bixina entre os produtores é de 3,5%. A remuneração dos produtores está relacionada ao teor deste componente. “Dentro da coleção do IAC há variedades com o teor acima de 6%. A indústria paga em média R$1,00 por ponto de bixina, dessa forma uma cultivar que apresente teor de 4% receberá R$ 4,00 por quilo”, diz Eliane. O urucum é considerado uma planta rústica e tem manejo simples. As recomendações para a cultura são, basicamente, fazer o plantio durante o período chuvoso, preparo do solo e controle do mato na entrelinha, utilizando sempre a roçadeira ao invés de grade aradora. Os produtores podem utilizar o consórcio no início do plantio ou adotar o sistema agroflorestal.
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Durante o evento, os participantes receberão mais informações sobre o sistema agroflorestal e poderão visitar o experimento mantido pelo IAC e pela APTA.
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De acordo com a pesquisadora do IAC, o arado corta as raízes, facilitando o surgimento de doenças causadas por fungos como a podridão das raízes e secamento das plantas porPythium sp,outras doenças da parte aérea da planta que podem ocorrer são o oídio e cercosporiose.
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, principalmente oídio e antracnose. As principais pragas da cultura do urucum são formigas, percevejos, ácaros e cochonilhas. Outro cuidado recomendado pela pesquisadora do IAC recai sobre a colheita, que deve ser realizada quando os frutos dos cachos estiverem secos, cerca de 20% a 30%. “Se colhido verde, o produto terá maior índice de bixina, mas apresentará baixo peso e o material estará enrugado, dificultando a retirada da bixina durante o processamento industrial, não sendo atrativo para a indústria”, explica.
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O cultivo do urucum é praticado por produtores familiares. Os custos do plantio e manejo são baixos, com valor das mudas em torno de R$0,15. Porém, o valor da colheita é elevado para o pequeno agricultor, que necessita contratar mão de obra. São Paulo, Rondônia e Paraná são os principais estados produtores. Os municípios paulistas que mais se destacam na cultura do urucum é Monte Castelo e São João do Pau-d’alho. A média da produção brasileira é de 14 mil toneladas, por ano.
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Serviço
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Evento: Encontro sobre o Agronegócio da Cultura do Urucum
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Local: Polo Regional Centro Norte - Rod. Washington Luiz, km 372 - Pindorama/SP
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Data: 28/05/2015
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Horário: 13h às 17h30
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Para mais informações acesse -