IAC obtém patente de invenção de máquina de poda e pré-poda da videira

Por Carla Gomes (MTb 28156) e Mônica Galdino (MTb 47045) – Assessoria de imprensa IAC 

 

O Instituto Agronômico (IAC) obteve a patente de invenção de uma máquina de poda e pré-poda da videira e cultivos assemelhados. O protótipo foi criado para atender às características dos campos nacionais, pois o solo brasileiro tem maior propensão à compactação do que o de outros países produtores de uva. Para desenvolver a máquina, um estudo conduzido pelo pesquisador-inventor do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, mapeou os impactos da introdução da mecanização da viticultura. Esses equipamentos são adaptados a cada país de acordo com as características de solo, planta e condições socioeconômicas dos viticultores. A relevância de ter uma tecnologia protegida pelo direito de patente de invenção está na possibilidade de promover a divulgação do resultado. Isso porque a patente libera a instituição e seus pesquisadores–inventores da exigência do segredo. A patente da máquina facilita a aproximação com o setor produtivo, amplia as oportunidades de negócios e parcerias com a iniciativa privada.

A máquina, desenvolvida pelo pesquisador Antonio Odair Santos, possui sistema pórtico articulador acoplado ao trator. O pórtico está ligado a um segundo rodado, dessa forma a máquina não fica sustentada totalmente no trator, o que reduz a compactação do solo. “O pórtico faz correções devido às inclinações do terreno e foi criado levando em consideração a preocupação da compactação do solo”, explica Santos. 

O equipamento patenteado realiza a pré-poda, que é a limpeza de ramos, antes da poda. Isso é feito para facilitar o ajuste final da poda, pois são removidos os ramos ao redor. O equipamento pode ser adotado tanto em videiras com produção para o consumo in natura quanto para a indústria.

Atualmente a pesquisa está na etapa de observação conjunta, que inclui a equipe do IAC e vinícolas da Serra da Mantiqueira. “Trata-se de aplicação do protótipo diretamente nos vinhedos de parceiros, visando estudar o sistema produtivo sob o aspecto da mecanização da poda. Esse processo já havia sido iniciado, mas foi paralisado em razão da pandemia”, explica o pesquisador do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

Santos ressalta a necessidade da geração de protótipos, mas explica que estes são apenas um elo da cadeia de produção da viticultura a ser mecanizada. O pesquisador destaca a importância de analisar o sistema produtivo por completo, englobando comportamento varietal, impactos sobre as relações solo-planta, padronização de vinhedos.

 

Patente promove liberdade de difusão da tecnologia gerada na ciência

Esse registro de patente fortalece a vitrine tecnológica do IAC, além de fomentar a competitividade do mercado, podendo impactar na redução dos preços dos equipamentos, que geralmente são importados. “Sem o registro de patente, fica mais difícil promover competitividade e encontrar estímulos para buscar novidades”, afirma Lilian Cristina Anefalos, diretora do Núcleo de Inovação Tecnológica do IAC (NIT-IAC).

No Brasil, o tempo para a obtenção do registro é de sete a dez anos, dependendo da área tecnológica. Em países como Estados Unidos e Alemanha, o prazo é de dois e três anos. A diretora do NIT-IAC conta que existem alternativas para maior celeridade, como os exames prioritários oferecidos pelo Instituto Nacional da Propriedade (INPI).

 

 

Portfólio de Tecnologias IAC

As tecnologias apresentadas no portfólio são de titularidade do IAC ou desenvolvidas em cotitularidade com outras instituições ou empresas parceiras e estão disponíveis para licenciamento ou parcerias colaborativas. Nesse portfólio são apresentadas as descrições de patentes, cultivares, serviços laboratoriais e quarentenários, por áreas. Para obter informações detalhadas sobre essas tecnologias, basta acessar: http://www.iac.sp.gov.br/areadoinstituto/nit/portifolio.php

 

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