MANDIOCA
IAC 576-70, CULTIVAR DE MESA


INTRODUÇÃO


O Instituto Agronômico de Campinas desenvolve pesquisas com a cultura da mandioca, a partir de meados da década de 30, intensificando-se a partir de 1979 com a geração aproximada de mais de um milhão de clones até a presente data. 
Nos últimos períodos, selecionaram-se três clones superiores às variedades tradicionais atualmente em cultivo, denominados IAC 13; IAC 14 e IAC 15, este último lançado em 2000, já com ampla difusão de suas ramas disponíveis aos produtores de mandioca industrial (farinha e/ou fécula). 
A primeira cultivar não autóctone foi o Clone IAC 12-829 (atualmente a IAC 12), que, apesar de mais antiga, consiste em excelente alternativa para o mandiocultor.
Para consumo "in natura", o IAC apresenta a cultivar IAC 576-70, de polpa amarela, de excelente padrão culinário, e alta produtividade.
ORIGEM
IAC 13 e IAC 14 foram selecionados dentro de uma população de 180.000 clones formada pela recombinação de nove variedades elite: SRT 1 Vassourinha, SRT 59 Branca de Santa Catarina, SRT 1105 Mico ou Roxinha, SRT 1099 Taquari, SRT 1198 Engana Ladrão, IAC 14-18, IAC 12-829, SRT 1139 Aipim Bravo e IAC 105-66.

IAC 576-70, CULTIVAR DE MESA

A IAC 576-70 possui excelente qualidade culinária superando seus progenitores, entre eles a cultivar IAC Ouro do Vale, possuindo o beta-caroteno, um dos precursores da vitamina A no corpo humano. Sua cocção é mais rápida que todas as demais cultivares destinadas ao consumo humano, quando em iguais condições de cultivo. Sua colheita dá-se a partir do 9º
Até o 14º mês de cultivo, quando aumentam os teores de fibras, dificultando seu cozimento. Possui alta produtividade, podendo chegar a superar as 22 toneladas por hectare, sendo comercializada em caixas de 22 a 25 kg nos grandes centros consumidores. Sua polpa possui coloração amarela devido ao caroteno nela contido, e película marrom. 
Após o 14º mês, se a cultivar apresentar qualidades inapropriadas para a alimentação humana, servirá ainda para a alimentação animal, confecção de farinha de coloração amarela, além de ser viável o uso para produção de fécula, por possuir altos teores de matéria seca, apropriados para esse fim. Possui mediana resistência `a bacteriose.