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CARACTERIZAÇÃO
DE HÍBRIDOS DE ABACATEIRO E PEREIRA ATRAVÉS DE RAF
GRECCO, C.S.¹*; SAWAZAKI,
H.E.¹**; BARBOSA, W.²; SOARES, N.B.³
Em plantas perenes o conhecimento molecular é extremamente importante como auxílio no reconhecimento de híbridos no estágio inicial de desenvolvimento ou características específicas desejadas que auxiliem a diminuir o tempo de melhoramento. O Brasil é o quarto produtor mundial de abacate (Persea americana), sendo São Paulo o principal estado produtor. Em razão do abacateiro ter sido propagado durante muitos anos exclusivamente por meio de sementes, obteve-se um grande número de híbridos, visto que a semente do abacate é monoembriônica gerando apenas plantas híbridas, normalmente diferentes entre si; algumas vezes, porém, os fenótipos são similares dificultando o processo de melhoramento. Já a pêra, pertencente ao gênero Pyrus, é a terceira fruta mais produzida no mundo. No Brasil, apesar da maioria dos pomares serem constituídos por cultivares de origem européia, ocorre a tendência de aumento no cultivo das pêras asiáticas nos estados do Sul e Sudeste. A demora para o florescimento e o desconhecimento do parental masculino, em alguns híbridos gerados por polinização aberta, dificultam o trabalho de melhoramento. O objetivo deste trabalho foi caracterizar os abacateiros geada e os clones com fenótipos similares (A e B) e as pereiras D´água (tipo europeu) e Okusankichi e Atago (asiáticas) e os híbridos 293-2, 293-5, 193-22, 394-11, utilizando a técnica de Randomly Amplified DNA Fingerprinting (RAF) modificada. A escolha prévia dos primers foi feita através da técnica de Random amplified polymorphic DNA (RAPD). A separação e detecção dos fragmentos amplificados por gel com agarose Metaphor e brometo de etídio, apesar de diminuir o número de bandas, facilita a metodologia, razão pela qual foi também comparada com a separação por poliacrilamida polimerizada em filme de GELBOND (Amersham) e coloração prata para avaliar um método com maior poder de detecção, porém, ainda, de fácil execução. Os resultados mostraram que com RAPD apenas a análise utilizando o primer OPH15 diferenciou o cultivar de abacate geada dos clones A e B, enquanto RAF diferenciou mais facilmente (primers OPA4, OPC4 e OPD3). Com relação aos híbridos de pêra, foi observada uma maior proximidade genética com as asiáticas. A detecção com o gel de poliacrilamida e coloração prata provou ser de fácil execução, sendo um método barato, com alto poder de resolução. Palavras-chave: RAPD, metaphor, polimorfismo, coloração prata. Título do
projeto do orientador: Caracterização molecular
de genoma e doenças em plantas Classificação
do trabalho na Tabela de Áreas do Conhecimento no CNPq:
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