CRIOPRESERVAÇÃO
DE ESPÉCIES DE AMARYLLIDACEAE
LUCON, T.N.¹*;
SCHIAVINATO, Y.O.¹*; MONTEIRO JR, M.B.¹***; TOMBOLATO, A.F.C.¹**
A criopreservação transformou-se em uma alternativa interessante para a conservação de recursos genéticos. O Jardim Botânico do IAC tem como o objetivo conservar as espécies nativas do Estado de São Paulo, tendo áreas da preservação para in situ, ex situ e in vitro, além das câmaras com baixa temperatura. Amaryllidaceae é uma família que apresenta plantas com um elevado valor ornamental, para essa razão, houve um apelo para a conservação de sua diversidade natural. Foram realizados testes em 3 espécies de sementes recalcitrantes de Amaryllidaceae: Hippeastrum papilio (HP), Hippesatrum glaucescens (HG) e Zephyrantes robusta (ZR). O delineamento experimental foi de 4 repetições de 25 sementes cada, em 4 tratamentos: T1. -196ºC sem protetor; T2. -196ºC com o protetor PVS2. T3. -196ºC com o agente protetor de alginato de sódio; T4. sementes semeadas diretamente sem nenhum tratamento a frio (controle). Os dados obtidos foram: T1. Para ZR, HP e HG, 98%, 70% e 80% de germinação, respectivamente. T2 - 93%, 68% e 21%, respectivamente. T3 - 1%, 0% e 8% respectivamente; T4. 99%, 72% e 88%, respectivamente. Com isso os resultados demonstraram que os agentes protetores não foram necessários para estas espécies, nas condições do ensaio, uma vez que as taxas de germinação foram melhores sem PVS2 e alginato de sódio. Observou-se também que a criopreservação, sem agente protetor, mostrou a germinação mais rápida do que o controle para as três espécies testadas. Pelos dados colhidos, a cada dois dias, é possível imaginar que houve quebra de dormência da semente para ZR, pois, houve uma aceleração no processo de germinação de cerca de dois dias. Esta observação merece maior aprofundamento. Palavras-chave: nitrogênio líquido, conservação, sementes recalcitrantes, recursos genéticos.
Classificação
do trabalho na Tabela de Áreas do Conhecimento no CNPq:
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