USO
DA GEOESTATÍSTICA PARA ESTUDO DE VARIABILIDADE ESPACIAL E TEMPORAL
DA COMPACTAÇÃO DO SOLO
PAVLU, F.A..¹*;
VIEIRA, S.R.¹**
A variabilidade
espacial das propriedades do solo vem sendo motivo de grande preocupação
dos pesquisadores a muito tempo. Experimentos antigos utilizavam grades
com grandes quantidades de amostras, visando conhecer ou caracterizar
a variabilidade. Essas pesquisas apresentaram como principal defeito
a pura e simples utilização de técnicas como a
casualização e repetição, levando a adoção
de amostragens ao acaso. Nos anos 60, a análise de dados ainda
era feita sob hipótese de independência estatística
ou distribuição espacial aleatória para permitir
o uso de métodos estatísticos e posterior análise
de parâmetros como variância, desvio padrão e coeficiente
de variação.O problema nesse método é explicado
pela distribuição da freqüência que não
leva em conta a distância entre pontos de amostragens, principalmente,
quando amostras de uma mesma população tendem a apresentar
características semelhantes de acordo com suas proximidades.
Se provada a correlação espacial, a hipótese de
independência fracassa, sendo necessário recorrer à
utilização da geoestatística para determinar a
dependência espacial entre as amostras. Essa dependência
pode ser estimada pelo semivariograma. Além disso a geoestatistica
possui um método de interpolação chamado Krigagem,
que usa a dependência espacial entre amostras vizinhas para estimar
valores em qualquer posição dentro do campo, sem tendência
e com variância mínima. Após a Krigagem pode ser
realizada a construção de mapas de isolinhas. Assim a
compactação do solo pode ser submetida a análises
geoetatísticas, facilitando a verificação de ocorrência
de dependência espacial e temporal, auxiliando no gerenciamento
de parcelas. O experimento foi conduzido no IAC, em Campinas (SP), em
uma área de aproximadamente 2,5 hectares que se encontra sob
plantio direto há mais de vinte anos. A área foi dividida
em grade regular de 10x10 metros, totalizando 235 pontos. Nestes pontos
foram realizadas as amostragens de resistência à penetração
com penetrômetro eletrônico até 40 cm de profundidade,
obtendo-se leituras a cada 5 cm. A área apresentou dependência
espacial da compactação em todas as profundidades e ela
apresenta-se diferenciada a 90 graus, ocasionando manchas nos mapas
nas mesmas direções para profundidade maiores que 10 cm.
Classificação
do trabalho na Tabela de Áreas do Conhecimento no CNPq:
|