DINÂMICA DA VEGETAÇÃO NATIVA DE UM FRAGMENTO URBANO    

(BOSQUE DOS JEQUITIBÁS - CAMPINAS, SP): COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA

 DO ESTRATO ARBÓREO

 

 

Bolsista: Joel Pena Filho

Orientador: Roseli Buzanelli Torres

Instituição: Instituto Agronômico de Campinas
Centro: Centro Experimental Central – Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento do Jardim Botânico

 

RESUMO

 

No município de Campinas estão presentes cinco bacias hidrográficas. Uma delas é a do ribeirão das Anhumas, onde observamos que os poucos remanescentes de vegetação nativa estão limitados a ca. de 33 fragmentos, o que representa menos de 3% do valor encontrado no século XVIII, data de fundação do município de Campinas. Muitos destes fragmentos estão em áreas públicas, o que é o caso do Bosque dos Jequitibás, a área de estudo deste trabalho. Por se tratar de um local de grande visitação e isolado na malha urbana, este estudo é de grande importância para que possamos analisar as perturbações causadas por este isolamento e pelo manejo inadequado da área nos últimos anos, através da comparação dos nossos resultados com os do trabalho de Matthes et al.(1988), realizado  28 anos atrás na mesma área. Até o momento temos 283 parcelas (10m x 10m) marcadas, ca. de 90% da área total a ser amostrada. Foram amostrados 1552 indivíduos, dos quais 113 estão mortos, e identificados 42 famílias, 99 gêneros e 144 espécies. O trabalho ainda não foi concluído, mas já foi amostrado ca. de 84,9% dos indivíduos registrados por Matthes et al. (1988) e já podemos observar alguns dados alarmantes em comparação com aquele trabalho, onde foi amostrado apenas 2,1% de indivíduos mortos, enquanto nós já amostramos ca. de 8,57% de árvores nesta situação. O Bosque dos Jequitibás vem passando por alguns problemas, além da excessiva população de cutias e uma grande infestação por fungos que causaram a morte de muitas árvores, o que mais ameaça a vegetação nativa é o alto número de espécies exóticas ou introduzidas que foram amostradas no local, 11 espécies a mais do que foi encontrado no trabalho anterior, sendo que Caryota urens (palmeira-rabo-de-peixe) com 19 indivíduos e Hovenia dulcis (uva-japonesa) com 3, são as mais numerosas. O manejo inadequado, aliado ao isolamento causado pela fragmentação da área, são os grandes responsáveis por esses dados preocupantes, mas até a conclusão do trabalho pretendemos colher mais dados sobre a dinâmica da vegetação para que as corretas atitudes de preservação possam ser tomadas.

 

Palavras-chave: florística, dinâmica da vegetação, árvores nativas, fragmentação.

 

Título do projeto do orientador: Recuperação ambiental, participação e poder público: uma experiência em Campinas.
Programa/projeto: CNPq - IAC/PIBIC
Apoio Financeiro: CNPq, FAPESP
Classificação do trabalho na Tabela de Áreas do Conhecimento no CNPq:
Grande-área: Ciências Biológicas
Área: Botânica

Sub-área: Taxonomia de Fanerógamas
Especialidade: Florística