ESTIMATIVA DO TEOR DE MATÉRIA SECA

EM VARIEDADES COMERCIAIS DE MANDIOCA

 

 

Bolsista: Gustavo Akio Ogasawara
Orientadores: Cássia Regina Limonta Carvalho, Teresa Losada Valle
Instituição: Instituto Agronômico
Centro: Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Recursos Genéticos Vegetais

 

RESUMO



         Em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, a mandioca é cultivada em ampla escala para extração de amido e produção de farinha. A cotação da raiz de mandioca pelo teor de matéria seca é um assunto que gera muita divergência entre produtores e industriais. O método do peso específico de Grosmann & Freitas (1950) utilizado para estimar o teor de matéria seca apresenta resultados pouco precisos e problemas na execução. O objetivo deste trabalho foi padronizar um método simples e prático que atenda ao produtor. Foram realizados diversos testes com variedades comerciais de mandioca para encontrar uma variável de fácil determinação e de alta correlação com a matéria seca obtida pelo método tradicional, utilizando-se estufa ventilada, a 100°C. Dentre os testes aplicados, optou-se pelo método de comparação de densidades por apresentar melhor correlação com a matéria seca. O método consistiu na homogeneização, por meio de liqüidificador comum, de 100g de mandioca cortada em cubos de 1cm3, com 400 mL de etanol por 1 min. A água presente na mandioca hidrata o etanol, alterando a densidade. O liquido foi filtrado em papel de filtro para café n°2. Mediu-se, então, a densidade da solução filtrada (Df), a densidade inicial do etanol puro (Di) usado na homogeneização das amostras, e as temperaturas das soluções filtradas e do etanol. Para determinar as densidades utilizou-se densímetro de vidro com precisão de 0,0005 g/cm³. Todas as densidades foram corrigidas a 20°C. A seguir, construiu-se uma curva entre as diferenças de densidades (Df-di) e  os teores de matéria seca determinados com 3 repetições para cada amostra. A curva foi composta por 34 amostras recém colhidas com diferentes teores de matéria seca, obtendo-se a reta y = -1427,6x + 91,594 com alto coeficiente de correlação linear negativo (r² = - 0,97). Utilizando essa curva para estimar a matéria seca através das diferenças de densidades, observou-se que algumas amostras apresentaram desvios atribuídos aos sólidos solúveis que influenciam a leitura das densidades.  Estes sólidos, que são açucares solúveis em etanol, foram determinados apresentando maior influência quando as determinações das densidades foram feitas com amostras após 24h da colheita ou com amostras de diferentes localidades.  Em Março de 2005 foram estimados em 10 variedades de Pindorama-SP os teores de matéria seca pelo método de comparação de densidades, determinado-se também os sólidos solúveis das soluções (ºBrix), sendo utilizado para a correção dos desvios.   Com a correção feita os valores estimados através do método de diferença de densidade foram bem próximos dos valores encontrados ao se utilizar o método de secagem  por estufa, com baixo desvio médio entre os conjuntos de dados (1.64).

Palavras-chave: mandioca, matéria seca, densidade.

Título do projeto do orientador: Estimativa do teor de matéria seca em variedades comerciais de mandioca II – Padronização de metodologias e dosagem por métodos físico-químicos.
Programa/projeto: CNPq - IAC/PIBIC
Apoio Financeiro: CNPq.
Classificação do trabalho na Tabela de Áreas do Conhecimento no CNPq:
Grande-área: Ciências Exatas e da Terra
Área: Química
Sub-área: Química Analítica
Especialidade: Padronização de metodologias.