Bolsista: Gabriela Cescato Sajovic Pereira
Co-orientadora: Cássia Regina Limonta Carvalho
Orientadora: Josalba Vidigal de Castro
Instituição: Instituto Agronômico
Centro: Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Ecofisiologia e Biofísica
Este projeto teve como objetivo avaliar a qualidade de três variedades de manga em diferentes tratamentos pós-colheita, visando reduzir as perdas na cadeia produtiva e aumentar a competitividade da fruta no mercado interno e externo. Os tratamentos realizados nas variedades Van Dyke, Tommy Atkins e Keitt foram: 1) hidrotérmico, 2) solução de quitosana (1%), 3) tratamento combinado 1 + 2 e 4) controle (não tratado). Os frutos foram divididos em dois grupos, sendo o primeiro embalado em filme de polietileno, e o outro sem embalagem plástica e todos acondicionados em caixas de papelão tipo exportação. As mangas Van Dyke foram armazenadas em câmara à 12 0C e umidade relativa de 90% por 21 dias. Após este período, esses frutos foram transferidos para temperatura ambiente, sendo retiradas as embalagens e mantidos por 4 dias a fim de se simular o período de comercialização. As demais variedades foram armazenadas em condições ambientes para avaliar a efetividade dos tratamentos e embalagem na conservação pós-colheita dos frutos. Os aspectos periodicamente avaliados foram a perda de massa, cor externa (escala de notas e colorimetria), cor interna, índice de firmeza (objetivo e subjetivo), índice de doenças e defeitos fisiológicos. As avaliações químicas realizadas foram teor de ácido ascórbico, porcentagem de acidez e teor de sólidos solúveis (oBrix). Para a variedade Van Dyke, observou-se que após a refrigeração, nos frutos sem embalagem, os tratamentos 1, 2 e 3 foram efetivos em retardar a evolução da coloração da casca e da perda da firmeza. Adicionalmente, o tratamento 2 apresentou menor perda de massa em relação aos demais. Os frutos embalados mantiveram a cor externa, firmeza e sanidade se comparados com o tempo inicial e apresentaram menor perda de massa em relação às mangas sem embalagem, não se observando influência dos tratamentos nessas características. Entretanto, após o período de comercialização, os frutos tratados com quitosana e o combinado, ambos pré-embalados, não atingiram a maturação adequada em suas características físicas e químicas. Já as mangas não tratadas e pré-embaladas apresentaram menores índices de doenças e perda de massa que os demais tratamentos. Além disso, estas mangas atingiram o ponto de amadurecimento adequado, uma vez que apresentaram firmeza moderada e cor externa típica da variedade, além de maior retenção de vitamina C e níveis de acidez e oBrix desejáveis ao consumidor. Para a variedade Tommy Atkins, as mangas embaladas mantiveram melhores as características de qualidade em relação às sem embalagem. Entre os tratamentos o que mais se destacou na redução do índice de doenças e de perda de massa, e apresentou melhor cor externa e firmeza foi o combinado/embalado. Além disso, esses frutos atingiram características químicas ótimas para o ponto de consumo.
Palavras-chave: quitosana, embalagem plástica, tratamento hidrotérmico
Título do Projeto do Orientador: NRP 1760
Programa/projeto: CNPq - IAC/PIBIC
Classificação do trabalho na Tabela de Áreas do Conhecimento no CNPq:
Grande-área: Ciências Agrárias
Área: Ciência e Tecnologia de Alimentos
Sub-área: Ciência de Alimentos
Especialidade: Fisiologia de Pós-Colheita