Lasiodiplodia  theobromae EM GUAPURUVU, NA REGIÃO DE BARÃO GERALDO E FAZENDA SANTA ELISA, EM CAMPINAS (SP)

 

 

Estagiária: Cleonilda A. Santos

Orientadora: Margarida Fumiko Ito

Colaboradora: Michele de Sá Dechoum

Instituição: Instituto Agronômico

Centro: Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fitossanidade

 

 

RESUMO

 

Schizolobium parayba é uma árvore popularmente conhecida como guapuruvu. Esta é uma espécie de grande porte e apresenta desenvolvimento rápido, dura aproximadamente 50 anos e é muito utilizada em paisagismo urbano e em algumas áreas de reflorestamento. O presente trabalho teve como objetivo identificar o patógeno causador de seca e morte de árvores de guapuruvu. Foram coletados ramos e sementes de guapuruvu, na região central do distrito de Barão Geraldo, em Campinas (SP) e também na Fazenda Santa Elisa, do Instituto Agronômico (IAC). Do caule e ramos com sintomas de seca e morte foi realizado o isolamento do patógeno em meio de cultura BDA, e paralelamente, pequenos pedaços do caule e algumas sementes foram colocados em câmara úmida. Após uma semana, observou-se no isolamento o desenvolvimento de um fungo que, pelas características morfológicas das colônias e dos esporos, foi identificado como Lasiodiplodia theobromae (Pat.) Griff & Maubl. O mesmo fungo foi observado em câmara úmida, tanto nos tecidos como nas sementes. Para a obtenção de culturas puras, o fungo foi repicado para placas de Petri contendo BDA e incubado em estufa a 28 °C, durante duas semanas. Foi realizado o teste de patogenicidade inoculando-se o fungo em mudas de guapuruvu. Foram realizados ferimentos no caule e colocados discos de BDA de aproximadamente 5mm de diâmetro, colonizados por L. theobromae e na testemunha foram colocados apenas discos de BDA. A região inoculada foi vedada com fita adesiva e as plantas foram mantidas em casa-de-vegetação. Foi constatado o desenvolvimento dos sintomas de escurecimento e visualizados picnídios na superfície do caule afetado, acima e abaixo da região inoculada. Três meses após inoculação foi reisolado o mesmo fungo inoculado, L. theobromae. Comprovou-se assim a  patogenicidade de L. theobromae sobre S. parayba.

 

Palavras-chave: patogenicidade, Lasiodiplodia theobromae, Schizolobium parayba.

 

 

 

Título do projeto do orientador: Clínica fitopatológica

Programa/projeto: IAC

Apoio Financeiro: Tesouro do Estado

Classificação do trabalho na Tabela de Áreas do Conhecimento no CNPq:

Grande-área: Agrárias

Área: Agronomia

Sub-área: Fitossanidade

Especialidade: Fitopatologia