REPELÊNCIA E TOXICIDADE DE PÓS E EXTRATOS DE CYPERUS IRIA (CYPERACEAE) EM INÍCIO DE FLORESCIMENTO AO GORGULHO SITOPHILUS ORYZAE (L.) (COLEOPTERA: CURCULIONIDAE)
Bolsista: Ana Luiza de Almeida Prado Capps
Orientador: José Polese Soares Novo
Instituição: Instituto Agronômico
Centro: Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fitossanidade
RESUMO
A mistura direta de plantas inseticidas aos grãos armazenados é uma das formas mais simples de aplicação, sendo especialmente indicada para agricultura de subsistência, pelo seu baixo custo, facilidade de uso e menor risco de contaminação para aplicadores e consumidores. O objetivo deste trabalho foi avaliar a toxicidade e a repelência de Cyperus iria L., no estádio de início de florescimento, ao gorgulho Sitophilus oryzae. Foram realizados dois bioensaios, um para avaliar a repelência e outro para a toxicidade, sendo o experimento disposto inteiramente ao acaso, com dez repetições. Como tratamentos avaliou-se pós de raízes, parte aérea e inflorescências, misturados a grãos de trigo (Triticum aestivum L. cv. IAC-60) nas doses de 1, 2 e 5% e testemunha sem adição da mistura. Um terceiro bioensaio avaliou a repelência de extratos das três estruturas de C. iria impregnados em papel sulfite nas doses de 1, 0,5 e 0,1 mg de planta/cm2. Foram determinadas as porcentagens de repelência dos extratos, o número de insetos repelidos pelo pó de cada estrutura da planta, a mortalidade de S. oryzae em contato com os pós e a progênie em cada tratamento. Os extratos aquosos de C. iria não apresentaram repelência a S. oryzae, na época da aplicação e 30 dias após, tendo inclusive alguns dos extratos atraído os adultos de S. oryzae de forma significativa. Os pós de raiz e parte aérea, misturados aos grãos a 2 e 5 % diferiram dos demais tratamentos na época da aplicação, apresentando repelência aos adultos. Aos 30, 60 e 90 dias, todos os pós de C. iria apresentaram repelência significativa em relação à testemunha. Entre as estruturas da planta, os pós de raiz e de inflorescência apresentaram, respectivamente a maior e a menor repelência. O pó de raiz causou mortalidade de adultos de S. oryzae até os 90 dias após aplicação, diferindo da testemunha e do pó de inflorescência, em todas as avaliações. O pó da parte aérea a 5% diferiu da testemunha aos 60 e 90 dias, causando maior mortalidade. As progênies de todos os tratamentos, na infestação aos 30 dias, diferiram da testemunha, apresentando reduções de até 63% em relação a esta.
Palavras-Chave: Insecta, biologia, produtos naturais, plantas inseticidas.
Título do projeto do orientador: Manejo de Pragas de grãos armazenados
Programa/projeto: CNPq – IAC/PIBIC
Apoio financeiro: CNPq, Fundag
Classificação do trabalho na Tabela de Áreas do Conhecimento no CNPq:
Grande-área: Ciências Agrárias
Área: Agronomia
Sub-área: Fitossanidade
Especialidade: Entomologia Agrícola