Projeto Anhumas

Recuperação ambiental, participação e poder público: um experiência em Campinas

 
 

Pequeno histórico do Projeto Anhumas

As primeiras reuniões e discussões que deram origem ao projeto “Recuperação ambiental, participação e poder público: uma experiência em Campinas”, aqui denominado resumida e carinhosamente Projeto Anhumas, tiveram início no ano de 2000. Um grupo de sete pessoas tinha o hábito de participar de encontros semanais para discutir os rumos e projetos sociais e acadêmicos do milênio que estava por se iniciar. Éramos três doutorandas, na época (duas vindas das Ciências Sociais e uma da Biologia), em busca do que fazer após a conclusão de nossas pesquisas individuais; duas doutoras (uma também das Ciências Sociais e outra da Biologia) à procura de novos projetos, e duas educadoras infantis (pedagogas) desejando mudar o rumo de suas vidas profissionais. Além do enlace “sociológico-biológico-pedagógico” que nos unia, tínhamos em comum a intenção de trabalhar com questões sociais prementes, que nos rodeavam e que nos incomodavam, tais como a exclusão social, a destruição do ambiente e a falta de conscientização quanto ao patrimônio e à cidadania.

Assim, em reuniões semanais regadas a chá e bolo, começamos a escrever o embrião do que se tornaria o Projeto Anhumas. Coincidentemente, quando as discussões começaram a se tornar mais objetivas, a FAPESP abrira, pela segunda vez consecutiva, o seu Programa de Pesquisa em Políticas Públicas e nós decidimos visitar áreas da cidade de Campinas que seriam candidatas naturais ao Projeto. Nesse período o grupo inicial tinha se reduzido para cinco pessoas e, com a colaboração das equipes do Instituto Agronômico de Campinas, do Instituto de Geociências da UNICAMP, do Instituto Florestal e da Prefeitura Municipal de Campinas, elaboramos uma pré-proposta como se exigia. A proposta era bastante sucinta e foi encaminhada em 2001 para o edital de seleção da FAPESP e, felizmente, selecionada (processo FAPESP no. 01/02952-1). A etapa seguinte demandava que elaborássemos um detalhamento do projeto para o que seria a sua primeira fase da pesquisa (seis meses).

Inicialmente, havíamos pensado em trabalhar na bacia do rio Capivari, na região conhecida como “as lagoas do Mingone”, já que tínhamos estabelecido contato com a comunidade que, organizada, reivindicava a urbanização da área. Entretanto, quando a primeira fase do projeto foi aprovada, no final de 2002 (nesta ocasião, o grupo inicial já havia se reduzido para as três pesquisadoras que permaneceram até o final do projeto, além dos novos parceiros e da inclusão do apoio da Universidade de Brasília), já existia um compromisso da nova administração municipal, que havia tomado posse no início daquele ano, de equacionar as demandas da comunidade da bacia do rio Capivari. Foi então que a equipe do projeto decidiu estudar outra bacia hidrográfica: a do ribeirão das Anhumas. A primeira fase do projeto desenvolveu-se de fevereiro a agosto de 2003. Ao final desse período, foram encaminhados à FAPESP o relatório das atividades e a proposta de continuidade, então para um período de dois anos. Com o relatório e a proposta aprovados, retomamos os trabalhos em maio de 2004, com o prazo de finalização marcado para maio de 2006.

Da esquerda para a direita: Miriam, Laura, Roseli, Vera, Conceição, Verinha e Sandra (em itálico, os nomes das pesquisadoras que permaneceram no Projeto). (Foto: Miriam Manini, 2000).

Execução:  
IACUnicamp IFUNBPrefeitura CampinasCeasa CampinasCATI
Apoio Agradecimentos especiais:
Fapesp IGC

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Elaborado por João Paulo de Carvalho.