Projeto Anhumas

Recuperação ambiental, participação e poder público: um experiência em Campinas

 
 

Destaques

REDES TÉCNICAS E SERVIÇOS AMBIENTAIS

Integrando qualidade ambiental e de vida nas cidades Graziella Cristina Demantova

As possibilidades de construção ou melhoria da sustentabilidade urbana, em sua dimensão socioambiental, embasam o presente trabalho. O processo de construção da sustentabilidade urbana é analisado e discutido a partir das redes técnicas ambientais formadas pelos espaços verdes urbanos que ofertam serviços ambientais. Para analisar o potencial de criação e estruturação destas redes foi utilizada a informação produzida pela equipe do projeto temático FAPESP/IAC/UNICAMP/PMC sobre a bacia do ribeirão das Anhumas em Campinas (2002-2006). O conceito de rede técnica ambiental, a apreensão do seu significado e a sua incorporação nas práticas de planejamento territorial carregam o potencial de reverter a lógica de intervenção espacial vigente, com foco apenas na materialidade do espaço e na ecoeficiência da utilização dos recursos naturais, para formar uma lógica indutora das transformações ambientais e sociais desejadas para o ser humano em seu lugar de vida.

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"Retratos da vida - depoimentos, histórias da vida de moradores às margens do ribeirão das Anhumas"

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A agonia do bosque

Os besouros que infectam seus enormes jequitibás, o crescimento da área urbana e a conduta inadequada de visitantes já provocaram a perda de 15% e a extinção de 48 espécies de árvores remanescentes da Mata Atlântica no Bosque dos Jequitibás. Leia mais (artigo em pdf)

Fonte: Jornal Saiba+, Jornal do curso de Jornalismo - PUC Campinas.

Data: 1 a 15 de Setembro de 2006

Participação da comunidade garange sucesso de revitalização de rio em SP.

O ribeirão Anhumas, sofre o impacto da urbanização crescente e descontrolada. O projeto Salve o Anhumas, no entanto, tem mobilizado a comunidade e promovido mudanças nesse cenário, tão conhecido dos habitantes dos grandes centros urbanos. Agora, o movimento ganha mais fôlego com a pesquisa Recuperação ambiental, participação e poder público: uma experiência em Campinas, sob a coordenação geral de Roseli Torres, que pretende potencializar a produção de conhecimentos sobre a região, promovendo o intercâmbio de experiências entre pesquisadores e as comunidades ribeirinhas.

Participação da comunidade garante sucesso de rivitalização de rio em SP

O ribeirão Anhumas, que tem cerca de 70% de sua área localizada na cidade de Campinas (SP), sofre o impacto da urbanização crescente e descontrolada. A vegetação que protegia suas margens praticamente inexiste, o acúmulo de lixo e entulho é visível por quase toda sua extensão e o lançamento de esgotos e dejetos de uma fábrica de sabão e glicerina são freqüentes. O projeto Salve o Anhumas, no entanto, tem mobilizado a comunidade e promovido mudanças nesse cenário, tão conhecido dos habitantes dos grandes centros urbanos. Agora, o movimento ganha novo fôlego com a pesquisa Recuperação ambiental, participação e poder público: uma experiência em Campinas, sob a coordenação geral de Roseli Torres, que pretende potencializar a produção de conhecimentos sobre a regiçã, promovendo o intercâmbio de experiências entre pesquisadores e as comunidades ribeirinhas.

O Ribeirão Anhumas em 2003 e 2005. Fotos: Elisabete Pascholati e Susana Dias 

Maria Leomenia Sardenberg, presidente da Associação de Moradores e Amigos do Guará (AMA-Guará), conta que o projeto Salve o Anhumas: educação ambiental e recuperação comunitária de mata ciliar em Campinas/SP promovido pelas associações dos bairros do Alto da Cidade Universitária e do Guará, nasceu logo após a catastrófica enchente de fevereiro de 2003 que ocorreu na cidade. "A enchente gerou uma relação de ajuda entre os moradores dos bairros e fez nascer o desejo de cuidar do ribeirão das Anhumas e prevenir novas inundações". As comunidades desses bairros começaram a se encontrar e criaram um grupo que passou a se reunir todos os sábados para trabalhar no projeto. As primeiras ações de revitalização do ribeirão começaram com a limpeza do local, que recebia muito entulho e lixo. Mais tarde, foi a vez dos plantios que envolveram desde a coleta de sementes, a montagem de um viveiro de mudas, a visita a outra comunidade que também realiza plantios às margens do Atibaia, e a solicitação de mudas para várias instituições públicas e privadas. A Fundação José Pedro de Oliveira, responsável pela Mata Santa Genebra, também localizada em Campinas, além de mudas forneceu orientação técnica para seu plantio e manejo.

Os plantios, que inicialmente tinham como objetivo a recuperação da mata ciliar, transformaram-se em verdadeiros eventos culturais, com a realização de várias oficinas voltadas para crianças e adultos e a apresentação de grupos folclóricos locais. A revitalização do ribeirão passa também por uma recuperação de espaços culturais do bairro, como a praça às margens do rio, que recebeu arborização e um parque doado pela sub-prefeitura de Barão Geraldo. Para a educadora ambiental Alessandra Buonavoglia Costa-Pinto, o sucesso do projeto se deve a participação das comunidades locais. "São os moradores que movimentam as conquistas diárias do Salve Anhumas e, por isso, os objetivos do projeto são traçados de acordo com os desejos das pessoas envolvidas", diz.

Plantios mobilizam comunidades locais. Foto: Elisabete Pascholati

Somando forças

O projeto Recuperação ambiental, participação e poder público: uma experiência em Campinas, financiado pela Fapesp, tem potencializado desejos das comunidades envolvidas no Salve Anhumas, deixando-as ainda mais motivadas com a possível extensão dos resultados obtidos para outros trechos do ribeirão. "O objetivo do projeto é produzir conhecimentos sobre a região e dar suporte aos planejamentos para sua melhoria e sustentabilidade", diz Costa-Pinto, que atua como coordenadora do componente de Educação Ambiental do projeto. Os primeiros levantamentos feitos já resultaram na produção de mapas da bacia, dos solos, da urbanização, das áreas de risco de inundações, das unidades ambientais integradas, além da caracterização da vegetação nativa e dos fundos de vale.

Projeto da Fapesp propicia encontro de comunidades. Foto: Vívian Furquim Scaleante

O projeto, que envolve o Instituto Agronômico de Campinas, o Instituto de Geociências da Unicamp e a Prefeitura Municipal da cidade, pretende atuar em toda a bacia do ribeirão das Anhumas. No dia 2 de abril o projeto reuniu moradores do baixo, médio e alto Anhumas - os bairros da Vila Brandina, Rua Moscou, Alto da Cidade Universitária e Guará - e propiciou um intercâmbio de experiências entre essas comunidades, além de um visita a esses bairros.

Fonte: http://www.comciencia.br/noticias/2005/04/rio_campinas.htm - Data: 26/04/2005

Há 50 anos

Há 50 anos

 

Execução:  
IACUnicamp IFUNBPrefeitura CampinasCeasa CampinasCATI
Apoio Agradecimentos especiais:
Fapesp IGC

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Elaborado por João Paulo de Carvalho.