Bragantia: Revista Científica do IAC completa 80 anos

Bragantia é um dos mais tradicionais e respeitados periódicos brasileiros na contribuição ao avanço do conhecimento científico brasileiro

Por Carla Gomes (MTb 28156) – Assessoria de imprensa - IAC

 

Bragantia, a revista científica publicada pelo Instituto Agronômico (IAC), acaba de completar 80 anos de existência. Desde a criação, em 1941, veicula textos originais com resultados de pesquisas desenvolvidas no Brasil e no mundo na área de ciências agrárias. A relevância de uma revista científica é exercer o papel de chancela científica para os resultados de pesquisa. A Bragantia, em que se pronuncia o t com som de c, é indexada pelas mais importantes bases bibliográficas nacionais e internacionais, como: Qualis/Capes, Scientific Electronic Library Online (SciELO), Scopus (Elsevier) e Web of Science (Thomson Reuters).É importante ressaltar que essa última base é usualmente vista como o indexador científico mais importante do planeta, agregando periódicos como Science e Nature”, comenta Gabriel Blain, editor-chefe da Bragantia e pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A revista pode ser acessada gratuitamente em todas essas bases. Também é possível acessar todo o acervo científico da Bragantia pelo site do IAC, que leva ao link https://www.scielo.br/j/brag/grid. O inglês é idioma da publicação, que tem uma edição por ano.

Como consta no primeiro editorial da publicação, de janeiro de 1941, Bragantia recebeu esse nome para homenagear D. Pedro II — Pedro de Alcântara de Orleans e Bragança, Chefe da Casa de Bragança, Imperador do Brasil e fundador do Instituto Agronômico. O IAC foi fundado em 27 de junho de 1887 e neste mês completa 134 anos de pesquisas ininterruptas.

O editorial daquele ano trazia a seguinte mensagem: “Prestada a homenagem ao seu patrono, BRAGANTIA explica-se, informando aos estudiosos que a compulsarem, que não tem objetivos políticos partidários de qualquer tendência; que as suas páginas encerrarão apenas os resultados dos trabalhos experimentais de investigação agronômica em geral, que possam concorrer, pela sua divulgação, para aumentar o acervo da literatura científica brasileira, e neste sentido, existe uma política : servir a Pátria sem paixão, apresentando-lhe apenas a verdade cientificamente obtida no campo experimental. Nada mais.”

De lá para cá, a publicação fez grandes saltos de progresso até ocupar os espaços mais nobres das revistas científicas do mundo. Atualmente, Bragantia possui uma equipe de editores científicos de diversos países, como Alemanha, Argentina, Austrália, Chile, Estados Unidos e Brasil. “Esse fato demonstra que os trabalhos publicados por essa revista, ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, são avaliados com rigor científico compatível com padrões internacionais”, considera Blain.

Outro dado que demonstra a qualidade e a relevância da revista do IAC é o interesse dos cientistas em publicarem na Bragantia. Segundo o editor-chefe, a média anual de artigos submetidos à revista é de 500 trabalhos, aproximadamente. Essas cinco centenas de pesquisas são selecionadas com base em rigorosos critérios, visto que somente 60 artigos, em média, são escolhidos para constarem na publicação.

“Essa procura comprova o elevado rigor científico da Bragantia e evidencia o desejo que a comunidade científica nacional e internacional tem em publicar seus trabalhos em nosso periódico”, diz Blain. Além da relevância científica de cada artigo publicado, esse acervo de 80 anos de publicações contínuas e interruptas é um registro histórico da evolução científica das ciências agrárias brasileira.

Bragantia reúne grande participação internacional em seu conteúdo. Pesquisadores do mundo todo da área de ciências agrárias podem submeter seus artigos à avaliação. A partir de 2018, a revista passou a ser publicada totalmente em inglês, o idioma internacional da ciência. 

Com relação à citação dos artigos veiculados na Bragantia, a revista tem um dos maiores JCR (Journal Citation Reports) da América Latina na área de ciências agrárias, índice que revela o impacto da publicação. “De maneira bem simples, isso significa que todo trabalho publicado na Brangantia é citado por, no mínimo, um outro trabalho científico publicado em outra revista que também faz parte do indexador científico mais importante do mundo, o Web of Science”, diz Blain. 

A Bragantia tem a missão de publicar textos originais que contribuam para o desenvolvimento das ciências agrárias. “Diferentemente de veículos exclusivamente destinados à comunicação de resultados científicos, revistas científicas com política editorial seletiva são parte integrante do processo de validação dos resultados de pesquisas”, explica Blain.

Isso porque para um artigo ser publicado em uma revista científica como a Bragantia, o estudo relatado deve ter qualidades científicas, como adequação de material e métodos, robustez matemática-estatística e reprodutibilidade. Esses e outros critérios científicos devem ficar comprovados ao longo do processo de ‘revisão por pares’ pelo qual passa o artigo, antes de ser publicado. Assim, o periódico científico onde são publicados os resultados de determinado estudo atua como chancela da qualidade e alcance desses dados científicos obtidos na pesquisa. “Essa chancela é usualmente comprovada pela indexação em importantes bases bibliográficas nacionais e internacionais. Nesse contexto, Revista Bragantia, do Instituto Agronômico é um caso de sucesso”, ressalta o editor-chefe.

No contexto da pandemia da COVID-19, em que a ciência tem se destacado e entrado diariamente na casa da população, o IAC mostra a supremacia em possuir uma das revistas científicas da área agrária mais importantes e duradouras do Brasil.

 

IAC faz live comemorativa pelos 134 anos

A live comemorativa pelo aniversário do Instituto Agronômico (IAC) será dia 28 de junho de 2021, às 14h, no https://www.youtube.com/agriculturasp e será aberta a todos os interessados. Com programação voltada à agricultura sustentável e produtos saudáveis, o evento trará também depoimentos de agricultores, indústrias e associações sobre as contribuições do IAC.

 

 

 

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