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Pesquisa realizada no IAC em prospecção tecnológica da horticultura urbana e periurbana recebe dois prêmios

Por Mônica Galdino (MTb 47045) e Carla Gomes (MTb 28156) – Assessoria de imprensa IAC

 

A horticultura no Brasil é produzida predominantemente por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. E nesse cenário, engana-se quem pensa que o desenvolvimento tecnológico voltado às culturas hortícolas não sente os reflexos da globalização. Essa é a conclusão do estudo conduzido por Andressa Jociane Franzotti Menas, bolsista do Instituto Agronômico (IAC-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A bolsa de estudo é vinculada ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Científica (PIBIC-CNPq/IAC). A estudante analisou as tecnologias disponíveis para o setor hortícola, por meio da busca por patentes registradas no Brasil e no mundo e cultivares registradas e protegidas no País. Foram considerados também os avanços do ambiente regulatório para expansão tecnológica desse segmento no município de Campinas, interior paulista, como ponto inicial do estudo.

A pesquisa, orientada pela pesquisadora do IAC, Lilian Cristina Anefalos, foi agraciada com dois prêmios, em julho e setembro de 2019. O primeiro foi recebido no 13º Congresso Interinstitucional de Iniciação Científica, com o prêmio “Maria Beatriz Perecin” de Iniciação Científica, em Campinas. O segundo, no Encontro Acadêmico de Propriedade Intelectual, Inovação e Desenvolvimento, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), no Rio de Janeiro.

De acordo com a acadêmica do curso de geografia da PUC-Campinas, a busca por tecnologias para o setor hortícola se deu a partir da base de dados de patentes do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Espacenet e no banco de cultivares do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Nessas bases de dados consultadas, o estudo revelou uma quantidade elevada de tecnologias disponíveis, a partir da análise dos resumos das patentes disponibilizadas. “Vale acrescentar que as patentes depositadas no INPI são mantidas em sigilo por 18 meses, por isso a pesquisa analisou os dados até 2016”, explica. Os resultados indicaram que 96 delas foram depositadas em 2016 de um total de 1.127 patentes depositadas de 2000 até 2018

Para a criação de parâmetros em relação ao desenvolvimento tecnológico do setor hortícola, foi estruturado um procedimento  para a classificação das patentes. Os resultados obtidos indicaram um destaque para aquelas  classificadas como produtos e métodos ou processos. “No ano de 2016, por exemplo, 51% das patentes depositadas no INPI estão inseridas na etapa de industrialização da cadeia de valor hortícola”, diz.

A fim de captar melhor a percepção da pesquisa e do mercado, com foco no mapeamento e na prospecção tecnológica para o desenvolvimento das áreas urbanas e periurbanas, durante o desenvolvimento do projeto, foram aplicados dois questionários:  um piloto, junto aos pesquisadores do IAC e aos alunos do curso de pós-graduação do IAC; e outro aplicado no I Workshop Urban Farming, que ocorreu em 2019 no IAC ”, afirma Andressa.

De acordo com a orientadora da graduanda, os estudos sobre prospecção tecnológica são importantes ferramentas para a criação de indicadores de desenvolvimento sustentável de alto valor para um município como Campinas. “A cidade é dotada de elementos fundamentais aos avanços desse setor agrícola, como centros geradores de conhecimento, parques tecnológicos e malha viária”, diz.

Outro apontamento do trabalho foi a não identificação de incentivos fiscais para proporcionar um ambiente favorável ao desenvolvimento desse segmento, mas foram identificadas ações mais amplas de empreendedorismo para estimular a economia local e regional.

Lilian explica que, atualmente, o projeto está em uma nova fase de desenvolvimento, que busca o aprimoramento dos indicadores para prospecção tecnológica do setor hortícola. Essa etapa está sendo elaborada a partir da estruturação de processos e de novos parâmetros para estabelecer avaliação contínua dos ecossistemas do setor, da análise das tecnologias disponíveis e do ambiente regulatório. “Especificamente, pretendemos desenvolver bases para auxiliar o fortalecimento da produção hortícola sustentável nas principais regionais do estado de São Paulo”, afirma a pesquisadora.

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