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Pesquisador do IAC palestra sobre variedades de laranjas pigmentadas promissoras para São Paulo

 

 
 
Por Carla Gomes (MTb 28156) – Assessora de imprensa – IAC
 
Os novos híbridos de laranjas pigmentadas, suas características e comportamento no campo serão o tema da palestra de Rodrigo Rocha Latado, pesquisador do Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A apresentação faz parte da 41ª Semana da Citricultura e será nesta terça-feira, 4 de junho de 2019, às 11h, em Cordeirópolis, interior paulista.
Segundo o pesquisador, a quantidade de vitaminas desses frutos podem oscilar em função da variedade, da região onde é cultivada, incluindo condições de clima e solo e da maturidade do fruto. São os carotenoides que atribuem coloração mais intensa às laranjas pigmentadas. “Mais de 39 diferentes carotenóides já foram identificados em suco de laranja e alguns são precursores da vitamina A, outros têm só ação antioxidante, sendo que o licopeno é o principal deles”, diz.
Segundo Latado, quanto à coloração, as laranjas podem ser classificadas em claras ou douradas, como é ocaso da Pêra, Valência e Hamlin. As laranjas sanguíneas são a Moro, Tarocco e Sanguinelli. O terceiro grupo é composto pelas laranjas de polpa vermelha.
As laranjas sanguíneas têm cultivo comercial na Europa e na Índia, onde são plantas as variedades Sanguinelli, Moro, Tarocco e Sanguigno. As regiões de cultivo têm clima mais ameno ou com maior amplitude térmica, caracterizada por dias quentes e noites frias. “Nessas condições os frutos apresentam polpa e casca com cor vermelha escura”, afirma Latado. Em regiões de clima quente, a cor é amarela.
Segundo Latado, a variedade Moro passa por estudos de tratamento de pós-colheita no frio, no Centro de Citricultura do IAC. Ele relata que foram feitos experimentos de conservação de frutos em câmara fria, durante até 60 dias. “São sete clones de sanguíneas distribuídos em quatro ou cinco experimentos instalados em municípios localizados nas regiões Norte, Centro e Sul do Estado de São Paulo”, detalha. Todos os experimentos são em pomares não irrigados, com exceção dos feitos em Barretos, interior paulista.
Nessa pesquisa, são avaliados altura da planta, volume da copa e produção, qualidade dos frutos, época de maturação e ponto de colheita, clima e sua relação com a conservação pós-colheita e resistência a doenças.
O estudo incluiu híbridos entre as variedades Sanguínea de Mombuca, Vermelha precoce, Laranja Pêra de abril e tangerinas. “Em qualquer região, as laranjas de polpa vermelha apresentam cor vermelha, o que mostra a maior concentração de carotenoides”, diz.
A sanguínea de Mombuca desenvolvida no IAC é bastante produtiva, tem frutos esféricos e com tamanho médio; polpa vermelha e 55% de suco, além de maturação precoce. “O peso médio do fruto é de 140 gramas; o suco tem brix e ratio 10; acidez 1 e média de oito a dez sementes por fruto”, diz. Essa laranja se originou, provavelmente, de uma mutação encontrada no distrito de Mombuca, em Piracicaba, interior paulista.
O pesquisador do IAC irá falar em sua palestra também sobre a qualidade nutricional dos frutos e estratégias para ampliação de consumo de citros. Dentre os tópicos a serem abordados estão os componentes dos frutos cítricos, a qualidade nutricional e casos de sucesso.
“Nos componentes dos frutos e do suco de laranja, as concentrações variam em função da variedade, do porta-enxerto utilizado, da região de cultivo, da nutrição da planta, da presença de irrigação, além da idade da planta, maturidade do fruto, clima e ano em que está sendo cultivada”, completa.
De acordo com o pesquisador, os carotenoides nos frutos cítricos são importantes para a nutrição e saúde humana, por serem antioxidantes e pró-vitamina A. Alguns podem apresentar coloração e outros são incolores. O tipo e concentração de carotenoides variam de acordo com a espécie plantada. “As tangerinas e as laranjas os acumulam na polpa, preferencialmente; a produção e acúmulo deles são fortemente influenciados pela variedade, clima e maturação”, explica.
O caso de sucesso que será relatado aos presentes é sobre a IACMaria 2019, tangerina obtida pelo IAC, que está no início de comercialização de borbulhas, após ter obtido certificado definitivo de proteção no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e registro no Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM).
 
 
SERVIÇO
 
41ª Semana da Citricultura, 45ª Expocitros e 50º Dia do Citricultor
Data: 3 a 56 de junho de 2019
Local: Centro de Citricultura “Sylvio Moreira” do IAC, rodovia Anhanguera, km 158, Cordeirópolis, São Paulo

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