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Começam nesta segunda, 3, a 41ª Semana de Citricultura, a 45ª Expocitros e o 50º Dia do Citricultor

 

 
 
Por Carla Gomes (MTb 28156) – Assessora de imprensa - IAC
 
Começam nesta segunda-feira, 3 de junho de 2019, a 41ª Semana de Citricultura, a 45ª Expocitros e o 50º Dia do Citricultor, em Cordeirópolis, interior paulista, no Centro de Citricultura “Sylvio Moreira” do Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A programação da 41ª Semana de Citricultura é composta por 27 palestras distribuídas em painéis, que cobrem assuntos relacionados a controle de pragas ressurgentes, manejo do pomar, colheita mecanizada, mercado e sustentabilidade.
Para chegar a esses temas, os organizadores consultaram formadores de opinião e técnicos da citricultura, que fizeram cerca de cem sugestões. “Temos expectativa de recorde de participação de expositores e de público”, afirma o pesquisador e diretor do Centro de Citricultura do IAC, Dirceu de Mattos Junior. Este ano, a Expocitros conta com 46 empresas do setor.
Segundo Mattos Junior, o evento promoverá o crescimento de oportunidades de encontros na citricultura. “Com maior público, teremos um ambiente único com a presença de profissionais que têm a Semana de Citricultura e a Expocitros como o principal ponto de encontro para discussões técnicas e realização de negócios”, afirma.
Na abertura do evento, Juliano Ayres, gerente-geral do Fundecitrus, irá falar sobre a competividade da citricultura paulista, e Sarita Junqueira Rodas, presidente do Grupo Junqueira Rodas, irá homenagear os citricultores pelos 50 anos do Dia do Citricultor. Também no primeiro dia do evento será entregue o Prêmio Centro de Citricultura à Revista Citricultura Atual, publicada pelo Grupo de Consultores em Citros. O Prêmio Eng. Agrônomo Destaque da Citricultura 2019 será entregue a Marcos Fava Neves, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (FEARP-USP). Em colaboração com o setor, o engenheiro agrônomo Luiz Gonzaga Fenólio receberá o prêmio Hall da Fama da Citricultura do Grupo de Consultores em Citros (GCONCI).
Na terça-feira, 4 de junho, no painel 1 sobre copas e porta-enxertos, as conferências têm as variedades e estratégias de produção como tema central. “Novos arranjos do setor são continuamente necessários para a manutenção da competitividade da citricultura”, afirma Mattos Junior.
O pesquisador explica que a caracterização de copas para produção de citros de mesa ou indústria, como limões do tipo Siciliano e potenciais novas copas do tipo híbridos, em plantios com novos espaçamentos e novos porta-enxertos destacam oportunidades de mercados.
Os assuntos do painel 2, na terça-feira, serão a inovação e a tecnologia frente aos avanços necessários para a maior eficiência de manejo em citros. “Esse painel traz informações sobre técnicas para pulverização para o controle fitossanitário de insetos vetores nos pomares”, relata Mattos Junior.
Segundo ele, abre-se uma nova questão em pauta na citricultura brasileira, que é o desafio da operação de colheita mecanizada dos citros, em resposta às possibilidades de manejo e controle da arquitetura de copa e da contínua pressão da menor disponibilidade de mão de obra no campo.
Na quarta-feira, 5 de junho, o painel 3 será sobre manejo da nutrição. “Há um constante desafio para o uso eficiente de recursos nos pomares e garantia da sustentabilidade de produção”, diz Mattos Junior. Nesse tema serão abordados conceitos da amostragem de solo, características de fertilizantes e impactos ambientais do excesso de cobre, “cujos conhecimentos são moedas fortes para a produção de citros”, conforme conta o pesquisador do IAC. “Ainda neste contexto, pontua-se a economia e o controle de investimentos para o emprego de calcário e de fertilizantes na citricultura”, considera.
Fitossanidade e desafios contínuos serão o conteúdo do painel 4 também no dia 5. Para Mattos Junior, os novos cenários de produção de citros, levam em condições especiais no campo, à maior ocorrência de pragas e doenças, que embora bastante conhecidas dos citricultores, implicam em altos riscos de perdas econômicas nos pomares e em pós-colheita. Esse painel trará atualizações de medidas de controle fitossanitário e novas estratégias de produção.
Economia e mercado — tema de grande relevância para os participantes da Semana da Citricultura e da Expocitros — serão abordados no painel 5, no dia 6 de junho. O painel trará uma análise da evolução e as tendências do mercado interno de suco de laranjas e outros citros, com crescimento maior a cada ano. “Teremos também colocações sobre a visão econômica da sustentabilidade da citricultura e os novos cenários de políticas públicas do Brasil, que são de interesse estratégico para o setor”, diz o pesquisador do IAC.
As estratégias frente ao HLB — desafio contínuo da citricultura — estarão no painel 6, também no último dia do evento. Este painel trará atualizações sobre as mais recentes informações disponíveis no mundo para o controle da doença nos pomares. “Serão discutidas estratégias e caso de sucesso em condições dos pomares de São Paulo na tomada de decisão de novos plantios, manejo regional e controle do vetor”, afirma Mattos Junior.
Este pesquisador apresentará as informações mais recentes alcançadas pela pesquisa e extensão e discutidas na reunião internacional de HLB, realizada na Califórnia (EUA), em março deste ano. “Pesquisa e novas demandas apontam para medidas de controle do vetor e produção de plantas tolerantes à doença, além de técnicas horticulturais para mitigar o problema que afeta a citricultura mundial”, diz Mattos Junior. No evento internacional, os pesquisadores do estado de São Paulo demonstraram a importância do manejo regional da doença em pomares e o progresso alcançado.  
 

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