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Dia do Limão Tahiti reúne informações sobre técnicas de manejo e economia

 

 
O Instituto Agronômico (IAC) realizou a 20ª edição do Dia do Limão Tahiti em abril de 2019, em Pindorama, interior paulista. Para celebrar os 20 anos deste evento, foi realizada a 1ª Expolimão. A programação foi organizada com o objetivo de contribuir, em curto prazo, para alterações no sistema de cultivo de citros e na comercialização, resultando em aumento de produtividade e lucratividade. “Pelo quinto ano consecutivo, o Centro de Citricultura “Sylvio Moreira do IAC, conjuntamente com a APTA-Centro Norte, realizaram esse evento voltado a atender aos anseios dos produtores por novidades”, diz Fernando Azevedo, pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do
A 1ª. Expolimão reuniu 14 expositores, proporcionando oportunidades para novas parcerias. “Consolidando tudo isso, o termômetro para aferir o sucesso do evento foi o recorde de público em 2019, com 400 participantes, confirmando a importância do evento e a aproximação ao setor”, avalia Azevedo.
O tema “Manejo nutricional para a lima ácida Tahiti” foi abordado em palestra por Dirceu de Mattos Junior, pesquisador e diretor do Centro de Citricultura do IAC. Ele falou sobre as diferentes ferramentas de diagnóstico, visual e análises química de solo e foliar, para avaliar a disponibilidade de nutrientes no solo, caracterizando possíveis deficiências ou excessos. “Demonstramos a importância dos macro e micro nutrientes para a planta cítrica, bem como os sintomas acarretados pela falta destes”, comenta Mattos Junior.
O pesquisador do IAC explanou sobre a importância de realizar a boa correção do solo e manejar a adubação, que no caso dos citros deve ser realizada no plantio. Foram divulgadas informações também a respeito da formação do pomar e da fase produtiva, utilizando tabelas específicas para cada situação. “Enfatizando sobre a eficiência do uso de corretivos e de fertilizantes, visando assegurar maior retorno econômico e socieoambiental ao setor”, afirma.
O cenário econômico da lima ácida Tahiti foi apresentado por Maria Caroline Ribeiro, pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP. Ela comentou a importância da parceria com o setor de produção, que contribui para abastecer o banco de dados de preços diários do Tahiti no Cepea. Segundo Maria Caroline, houve um acréscimo de 39% da área plantada com Tahiti nos últimos cinco anos. Atualmente, há 40 mil hectares no cinturão citrícola em São Paulo e Minas Gerais. A pesquisadora destacou a necessidade de manter a qualidade e a segurança fitossanitária para continuar com bom espaço no mercado internacional e a importância da melhoria na padronização e qualidade para o mercado interno.
Uma nova geração de porta-enxertos, os citrandarins, que são híbridos de tangerina Sunki com Trifoliata Rubidoux, obtidos pelo Programa de Melhoramento de Citros do Centro de Citricultura do IAC, foi o tema da palestra da engenheira agronômica e mestranda da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Bruna Aparecida Bettini, que atua sob coordenação da pesquisadora do IAC, Mariângela Cristofani-Yaly.
Bruna destacou que há citrandarins que proporcionam copas de Tahiti tão vigorosas como o limão Cravo e outros menos vigorosos, chamados de ananicantes, parecidos com o trifoliata Flying Dragon. “Ambos proporcionam ótimas produtividades ao Tahiti, com a vantagem de serem tolerantes à seca”, afirma. O IAC disponibilizou aos produtores dois novos materiais: os citrandarins ‘Itajobi’, com perfil ananicante, e  o ‘Pindorama’, que é vigoroso.
A irrigação no pomar de Tahiti foi abordada por Danilo José Fanelli Luchiari, do Grupo Técnico de Assistência e Consultoria em Citros. Ele destacou os diferentes métodos de irrigação, incluindo aspersão, microaspersão e gotejamento, que é o mais utilizado nos dias de hoje, além da fertirrigação, técnica muito adotada pelos citricultores.
A área irrigada de citros no cinturão citrícola cresce anualmente. Segundo dados do Fundecitrus, aproximadamente 30% dos pomares nessa região são irrigados, evidenciando a crescente demanda do setor por esse recurso, que muito contribui para incrementar a produtividade e manter o produtor no campo. A legislação de uso da água para agricultura e a dificuldade para conseguir novas outorgas também foram comentadas.
 

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