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Pesquisadora do IAC recebe reconhecimento em congresso internacional

 
 
A única brasileira entre os agraciados tem contribuição internacional na área de proteção fitossanitária de citros

Por Ana Claudia Chagas (estagiária) e Carla Gomes (MTb 28156)
 
Os trabalhos que resultaram em avanços e conceitos inovadores para controlar a colonização de Xylella fastidiosa em plantas de citros, que envolvem o uso de transgenia e da molécula N-acetil-cisteina (NAC), renderam à pesquisadora do Instituto Agronômico (IAC), Alessandra Alves de Souza, um prêmio de reconhecimento por sua contribuição com atividades internacionais de proteção fitossanitária, oferecido pela Office of International Programs (OIP) da Sociedade Americana de Fitopatologia (APS). A pesquisadora foi a única brasileira dentre os quatro agraciados. A homenagem foi feita durante o International Congress of Plant Pathology (ICPP) 2018: Plant Health in A Global Economy, em Boston, em agosto passado.
A molécula N-acetil-cisteina (NAC), conhecida no tratamento de infecções bacterianas nas vias aéreas de humanos, mostrou-se eficiente no controle de fitopatógenos dos citros, incluindo a Xylella. Não há nenhum produto disponível no mercado para o controle desse fitopatógeno, sendo o NAC comprovadamente eficiente. “Ainda, por ser um análogo do aminoácido cisteína, é benéfica para a saúde humana e sustentável ao meio ambiente”, completa a pesquisadora.
Além do combate à Xylella fastidiosa, o NAC tem se mostrado eficiente no controle da Xanthomonas citri, causadora do cancro cítrico. “Estudos no campo mostram que o NAC foi tão eficiente ou melhor que o cobre para impedir o progresso da doença em plantas com incidência de cancro cítrico”, diz. O uso do NAC na agricultura foi patenteado em 2018.
“O prêmio aumentou a motivação para o grupo do Centro de Citricultura “Sylvio Moreira” do IAC dar andamento nas pesquisas científicas pela manutenção da liderança do agronegócio citrícola”, diz a agraciada.
Além da pesquisadora, outros três cientistas foram premiados: Peter Bonants, pesquisador da Wageningen Plant Research, da Holanda; James Dale, professor na Universidade de Tecnologia de Queensland, na Austrália e Mathews Paret, professor assistente na Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.
“Significa que estamos no caminho certo na busca de alternativas mais sustentáveis para os problemas fitossanitários que afetam a citricultura”, afirma a pesquisadora.
O Centro de Citricultura “Sylvio Moreira” do IAC atua há 90 anos na comunidade citrícola como um difusor de material genético e de tecnologia e é uma referência nos assuntos de pesquisa e desenvolvimento.

 

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