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IAC realiza o IV Congresso da Pós-Graduação do IAC (COPIA)

 Por Carla Gomes (MTb 28156) e Mônica Galdino (MTb 47045) – Assessoria de Imprensa – IAC 

De olho na difusão e popularização da ciência, o Instituto Agronômico (IAC) realizou o IV Congresso da Pós-Graduação do IAC (COPIA), nos dias 30 e 31 de outubro de 2018, na sede do IAC, em Campinas. A programação do evento reuniu palestras sobre a história e a importância do IAC, projetos bem-sucedidos de alunos, além das diferentes formas de divulgação da ciência. O COPIA mantém a proposta de integração, apresentação de trabalhos científicos e atualização de conhecimento com o objetivo de agregar trabalhos que se unem à divulgação científica.
Nesta edição, 80 alunos do curso Técnico de Biotecnologia e Meio Ambiente, da Escola Técnica Estadual Conselheiro Antônio Prado (ETECAP), foram convidados para participar do evento. Os organizadores do COPIA tiveram essa iniciativa, pois essa vivência colabora para uma real transferência de conhecimento para futuros pesquisadores.
Na terça-feira, 30, o pesquisador do IAC, Sérgio Parreiras Pereira, apresentou a palestra “O poder da comunicação digital”. Há 12 anos, o pesquisador integra a Rede Social do Café, que possui além da plataforma própria (www.redesocialdocafe.com.br ), também Facebook, Twitter, Instagram e grupos no WhatsApp, além de envio de e-mails diários com as principais notícias do setor. “Esta é uma atividade de difusão de tecnologia dentro do IAC, com projeto de pesquisa que permite a manutenção profissional desse trabalho”, afirma.
A Rede Social do Café ao longo de sua existência alcançou 20 milhões de acessos, vindos de quase todos os países do mundo, segundo Pereira. É um dos principais canais de comunicação do setor cafeeiro. O pesquisador destaca que entre todas as ferramentas o uso do WhatsApp como promotor da Rede tem apresentado melhor retorno em visualizações. “A Rede Social do Café possibilita um diálogo entre os pesquisadores, extencionistas, produtores e todo o sistema agroindustrial dos cafés do Brasil”, disse Pereira.
Em sua apresentação, o pesquisador abordou casos em que a agilidade proporcionada propôs soluções, debates e novas pesquisas. Outro dado interessante é que 25% dos acessos são realizados no Estado de São Paulo. Embora os cafezais paulistas representem cerca de 10% da produção nacional, o Estado concentra boa parte da indústria do setor.
Na quarta, 31, a pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR-UNICAMP), Simone Pallone de Figueiredo, palestrou sobre Podcast: Versatilidade para divulgar C&T. A jornalista é responsável pelo podcast Oxigênio, produzido pelo LABJOR desde 2015. Ela compartilhou sua experiência na elaboração deste veículo, que é um arquivo de áudio gravado e distribuído pela internet. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Podcasters (ABPOD), realizada em 2018, mostra que a ciência está em 5º lugar dentre os temas preferidos. Na audiência levantada na pesquisa; 52,3% ouvem ciência e 51,2%, tecnologia. De acordo com Simone, um grande benefício do podcast é a possibilidade de ser ouvido quando e onde o interessante desejar. Nesse aspecto, assemelha-se ao já conhecido rádio.
A pesquisadora do IAC, Raquel Caserta Salviatto, finalista da maior competição de comunicação científica mundial, o FameLab 2018, relatou suas experiências na divulgação científica também na quarta, 31 de outubro. A bióloga participa como colunista do Nunca Vi Um Cientista e do Descascando a Ciência.
Durante sua apresentação, ela produziu um infográfico em conjunto com os participantes. “O dinamismo e a interação colaboram para a melhor absorção do conhecimento”, afirma. Raquel também abordou como surgiu o grupo, as principais dificuldades e as surpresas ao longo dessa iniciativa de divulgação da ciência. “Algo polêmico, mas que deve ser debatido é o achismo; antigas práticas enraizadas culturalmente têm mais credibilidade do que o resultado científico”, afirmou a pesquisadora.
O grupo Nunca Vi Um Cientista é cuidadoso com a transferência da informação, pois nem sempre a aceitação é homogênea. Seus integrantes acreditam que a ciência está distante da sociedade e é necessário diminuir esse espaço. “É importante que a informação seja, clara, concisa. Afinal má informação encaminha a sociedade para o caos”.
Diferentemente de outros eventos, o COPIA é pensado, articulado e organizado pelos alunos da Pós-Graduação do IAC. Dessa forma, eles têm a oportunidade de vivenciar todas as atividades relacionadas à organização do evento. Nesta edição, foram apresentados trabalhos científicos orais utilizando o modelo e os critérios de avaliação empregados pelo FAMELAB, apresentação de até 3 minutos, com linguagem clara evidenciando a relevância da pesquisa com o cotidiano.
Na abertura do Congresso o diretor-geral do IAC, Sérgio Augusto Morais Carbonell, agradeceu a participação de todos e reforçou a necessidade da perseverança para ser um bom profissional. “É importante que vocês lembrem que a exigência dos professores e orientadores propiciarão que, no futuro, vocês estejam mais preparados para o desempenho de suas funções”, afirmou.
 
 
 
 

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