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Como cultivar plantas aromáticas e extrair óleos essenciais

 
Este será o tema do Curso Prático que o IAC realiza em Campinas
 
Por Carla Gomes (MTb 28156) – Assessoria de imprensa – IAC
 
O Instituto Agronômico (IAC) irá realizar nesta quarta-feira, 6, o Curso Prático de Extração de Óleos Essenciais, em Campinas, das 8h30 às 17h. Com atividades teóricas e práticas, o objetivo é transferir técnicas de extração de óleos essenciais de plantas aromáticas e divulgar as opções existentes nesse segmento para agricultores, artesãos e indústrias. Os participantes terão acesso a palestras e visitas a campos de manjericão, alecrim, lavandas, capim-limão, citronela e patchouli. Também haverá observação de destiladores em funcionamento. Os tópicos a serem abordados incluem desde o cultivo até a destilação em equipamentos de porte industrial e artesanal, separação do óleo, embalagem e armazenamento, com explicações dos pesquisadores do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
A difusão de informações e tecnologias é muito relevante para o setor de plantas aromáticas e óleos essenciais, visto que o cultivo de aromáticas requer cuidados especiais desde o plantio até a pós-colheita. A pesquisadora do Instituto, Eliane Gomes Fabri, irá falar sobre o cultivo de aromáticas, incluindo os sistemas de produção recomendados, o momento do plantio e da colheita, o tipo de corte e os equipamentos mais indicados para reduzir o custo de produção. Os pesquisadores do IAC, Nilson Borlina Maia e Paulo César Reco, também participarão da programação do curso.
Segundo Eliane, o Brasil tem um grande potencial para aumentar a produção de óleos essenciais devido às condições de clima, solo e socioeconômica, podendo vir a ser um grande produtor. Paracontribuir, o IAC desenvolve pesquisa e transferência de tecnologias para oferecer apoio e novas alternativas ao setor.
Nas lavouras nacionais, as produções de maior porte são profissionalizadas, com encaminhamento do óleo para a indústria. “Eles vendem o óleo bruto ou fracionado, por exemplo, como ocorre com o de capim-limão usado pela indústria farmacêutica para promover a síntese de vitamina A”, explica. Na agricultura familiar, a produção não é destinada somente à produção de óleo essencial, mas também segue para o consumo “in natura”, comercializado em feiras e varejões.
O manjericão, bastante usado na culinária italiana, em especial nas pizzas, tem a concentração de óleo nas flores e nas folhas. “O ponto ideal de colheita é no ápice da floração, quando há flores e folhas”, explica. Essa planta que dá um aroma sem igual ao ambiente também pode ser usada para extração de óleo e ainda para produção de mel. No campo, em pleno mês de maio é fácil ver abelhas pousando nas flores. Eliane explica que no outono-inverno, quando são escassas as flores nos campos, o manjericão e a lavanda atraem as abelhas. “O mel de lavanda tem alto potencial medicinal e elevado valor agregado”, diz. Eliane afirma que a produção de mel a partir dessas plantas é uma forma de fornecer alimento para o apiário e ter um mel diferenciado na propriedade.
De acordo com Maia, dependendo da espécie, o óleo essencial pode ser acumulado em troncos, raízes e tubérculos. Porém, a maior parte das plantas aromáticas concentra essas substâncias nas folhas. “Os óleos essenciais são muito voláteis e têm grande capacidade de impressionar o epitélio olfativo, também têm efeitos biocidas ou bioestáticos sobre fungos e bactérias, protegendo as plantas de ataques de herbívoros, pragas e doenças”, explica o pesquisador. São essas propriedades que tornam os óleos essenciais muito utilizados nas indústrias farmacêutica, cosmética, alimentícia e química. “Além de aromatizarem os produtos, ajudam a conservá-los e alguns deles apresentam uma importante atividade antioxidante”, completa.
No IAC, há uma coleção de óleos essenciais de cerca de 500 amostras de diversas espécies, mantida desde a década de 40. Os estudos envolvem desde o cultivo até as análises olfativas, sendo algumas desenvolvidas em parceria com empresas do setor. “Para destacar algumas espécies aqui estudadas temos manjericão, lavanda comum, lavanda francesa, alecrim, patchouli, capim-limão, citronela, palmarosa, melaleuca e menta”, conta Eliane.
Atualmente, são conduzidos estudos de adaptabilidade ao clima e solo em diversas regiões do estado de São Paulo e de outras regiões brasileiras, por meio de parceria com a iniciativa privada.
 
SERVIÇO
Curso Prático de Extração de Óleos Essenciais
Data: 06 de junho de 2018
Horário: 8h30 às 17h
Local: Avenida Theodureto de Almeida Camargo, nº 500, Vila Nova, Campinas.

  

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