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Evento realizado pelo IAC avalia 20 amostras de vinhos produzidos com variedades do Instituto e da Embrapa

 
 
O Instituto Agronômico (IAC) em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – Campus São Roque realizou o Painel Sensorial de Vinhos, em São Roque, em 8 de março de 2018. Durante o evento, foram avaliadas 20 amostras de vinhos produzidos com uvas brancas de variedades do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Os vinhos foram analisados por 25 profissionais de diversas áreas, incluindo pesquisadores do IAC, professores do Instituto Federal, produtores da região de Jundiaí e de São Roque e estudantes. As bebidas foram produzidas a partir de variedades enxertadas em dois porta-enxertos cultivados nos municípios de Votuporanga e Jundiaí. As combinações variedade/porta-enxerto avaliadas foram a Moscatel de Jundiaí/IAC 766, IAC Madalena/IAC 766, SR 501-17/IAC 766, Moscato Embrapa/IAC 766, BRS Lorena/IAC766, Moscatel de Jundiaí/IAC 572, IAC Madalena/IAC 572, SR 501-17/IAC 572, Moscato Embrapa/IAC 572 e BRS Lorena/IAC 572 da safra 2016/2017. 
Os pesquisadores do IAC, José Luiz Hernandes e Mara Fernandes Moura, e os professores do Instituto Federal, Fábio Laner Lenk e Willian dos Santos Triches, conduziram o evento. Mara explicou que essa foi a segunda etapa do projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) que buscou verificar a comportamento das combinações entre as variedades e os porta-enxertos para a produção, comparar os híbridos cultivados pelos produtores, além de verificar a qualidade do vinho elaborado a partir das uvas produzidas em duas regiões de características edafoclimáticas distintas do Estado de São Paulo.
A primeira etapa consistiu em uma avaliação agronômica das variedades, características dos cachos, das bagas e mosto, além da produção do vinho. A elaboração dos vinhos foi realizada no Centro de Frutas do IAC, em processo de microvinificação experimental básica. “O vinho foi produzido no Centro de Frutas com as uvas produzidas no ano de 2016 e foi elaborado ao longo do ano de 2017”, disse Hernandes.
Durante o painel sensorial, os avaliadores tinham três minutos, no máximo, para analisar cada amostra. Eles também foram orientados a não comentar sobre as impressões para não sugestionar o grupo. “É importante que a bebida seja consumida na temperatura correta e que seja registrada a primeira impressão”, disse Triches. Os vinhos foram avaliados em relação à coloração, limpidez, aroma e sabor.
O produtor de uvas para fabricação de vinhos, Antonio Chaves Pizzolante, da adega Casa de Pizzo, acredita que o evento foi fundamental para o aperfeiçoamento da área. “O Painel Sensorial colabora para aquisição de novos conhecimentos e também para compartilhar informações sobre diferentes modos de preparo e combinações de porta-enxertos", afirmou.
Há nove anos Pizzolante produz no município de Jundiaí. Entre as variedades que ele utiliza está a IAC Madalena e a IAC Rainha. Para o produtor o instituto tem um papel importante no desenvolvimento de seu negócio. “Desde o início segui as orientações do IAC”, afirmou.
Durante a segunda etapa foram realizadas análises bioquímicas e fitoquímicas e também a aplicação do painel sensorial que resultará, a partir da análise dos questionários preenchidos pelos participantes, na caracterização sensorial dos vinhos avaliados.
Para o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a realização de eventos como esse colabora para a transferência de ciência e tecnologia. “As novidades trazidas pela pesquisa são determinantes para o desenvolvimento do setor, como defende o governador Geraldo Alckmin”.

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