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IAC participa de Dia de Campo Feijoeiro em Cardoso

 
Por Ana Cláudia Chagas (estagiária) e Carla Gomes (MTb 28156) – Assessoria de Imprensa – IAC
 
O Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, participou do Dia de Campo Feijoeiro, no dia 25 de julho de 2017, na Fazenda São Sebastião, em Cardoso, interior paulista. O evento, organizado pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), reuniu cerca de 120 agricultores. O IAC apresentou suas cultivares de feijão mais novas. Organizado em grupos de 40 pessoas, o público teve acesso a informações sobre os novos materiais, apresentados pelo pesquisador do Instituto, Alisson Fernando Chiorato.
 
As novas cultivares de feijões são resistentes à antracnose e à murcha de Fusarium, principais doenças da cultura. “Por possuírem essa resistência, às aplicações de agrotóxicos nas plantações caem em torno de 30%, diminuindo também os custos de produção e os impactos para o ambiente e a saúde do trabalhador”, explica Chiorato.
Dentre as mais recentes, apresentadas este ano, estão duas cultivares de feijão tipo gourmet e uma do tipo preto. A IAC Nuance com grãos rajados tipo Cranberry é a primeira no Brasil com registro no Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Até então, o que se cultivava desse feijoeiro no Brasil é material que vem de outros países. Esse tipo de grão tem excelente aceitação no exterior e a IAC Nuance abrirá uma nova possibilidade de negócio nos mercados dos Estados Unidos, Canadá e Europa, em especial da Espanha e Itália. Ao contrário dos materiais importados, a IAC Nuance foi desenvolvida para apresentar bom desempenho agronômico em solo e clima brasileiros. O resultado é alta produtividade, com potencial que pode chegar até 4.130 quilos, por hectare, além de resistência fitossanitária, característica comum entre as três novas cultivares.
 
A cultivar IAC Tigre apresenta grãos rajados tipo Pinto Beans, um tipo americanizado, consumido no México, Canadá e Europa. De acordo com o pesquisador, a cultivar IAC Tigre chega para abrir um mercado, assim como fez o Carioca na década de 70. “A IAC Tigre apresenta o mesmo tegumento das cultivares americanas que são exportadas”, afirma. O grão é semelhante ao do Carioca, mas é maior e ao invés de listras ele tem pontuações de coloração marrom.
No Brasil, para o agricultor a saca do feijão tipo rajado tem girado ao redor de R$ 150,00 a R$ 180,00 e nas gôndolas do supermercado, o pacote de meio quilo custa cerca de R$ 5,00 a R$ 6,00. No mercado americano, o consumidor paga, aproximadamente, US$ 6,00 pelo quilo do feijão tipo Pinto Beans.
 
A cultivar IAC Netuno, do tipo preto, é recomendada ao setor produtivo por apresentar, após cozimento, excelente qualidade de caldo de coloração preto achocolatado, com grãos íntegros que não se partem durante a cocção e mantêm a mesma coloração após o cozimento. Na lavoura, a IAC Netuno é tolerante ao crestamento bacteriano, a principal doença do feijão preto que, em geral, é muito suscetível a esta doença. “Essa tolerância ajuda a melhorar a qualidade dos grãos e por afetar menos a planta, melhora a produtividade”, destaca. A IAC Netuno também é tolerante aos períodos prolongados de chuva durante a colheita. “Essa característica mantém a integridade do grão em função da vagem ser mais “resistente” ao encharcamento”, diz Chiorato.
As três cultivares são indicadas para cultivo nas regiões Sul e Centro Oeste brasileiro. Elas apresentam qualidade de caldo de acordo com os padrões da indústria empacotadora, teor de proteína médio de 21% e tempo de cozimento em torno de 25 a 30 minutos, que é a média das cultivares.
O pesquisador mostrou também outras duas linhagens avançadas do Carioca, que também têm resistência à antracnose e à murcha de Fusarium.“As duas cultivares do Carioca apresentadas têm grande possibilidade de serem recomendadas pelo IAC no próximo ano, elas tiveram uma boa aceitação dos produtores”, diz.
 “O IAC traz ao agricultor novas alternativas de cultivo, com possibilidades de alcançar nichos de mercado e agregar valor ao negócio do feijão, com benefícios para várias regiões do Brasil, como recomenda o governador Geraldo Alckmin”, diz o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim.
 
 
Outras cultivares expostas no evento
O público do Dia de Campo também teve a oportunidade de ver as cultivares IAC Milênio, IAC Sintonia e IAC Imperador – lançadas em 2014, 2016 e 2012, respectivamente. A IAC Milênio tem ciclo médio de 95 dias, apresenta grãos claros e inteiros após o cozimento, além de caldo encorpado apreciado pelo consumidor. A IAC Sintonia apresenta ciclo semi-precoce de 85 dias da emergência à colheita e traz teor de proteína de 21%, além de tempo de cozimento em torno de 25 minutos, com caldo espesso e grãos grandes e inteiros. A IAC Imperador é uma cultivar precoce, com ciclo de 75 dias. Possui alta qualidade no produto final, com grãos claros e inteiros após o cozimento.
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