Pesquisadoras do IAC palestram na XX Reunião Brasileira de Manejo e Conservação do Solo e da Água

 

 
As pesquisadoras da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, vinculadas ao Instituto Agronômico (IAC), Sonia Carmela Falci Dechen e Isabella Clerici De Maria, palestraram na XX Reunião Brasileira de Manejo e Conservação do Solo e da Água (RBMCSA), sobre os temas “A dificuldade de controle da erosão em solos agrícolas em pleno século XXI” e “Análise de práticas e recomendações técnicas para a conservação do solo em cana de açúcar”, respectivamente. O evento foi realizado de 20 a 24 de novembro de 2016, em Foz do Iguaçu.
Em sua apresentação, no dia 21, Sonia apresentou uma linha temporal expondo a maneira como os temas abordados nas dezenove edições anteriores, iniciada no evento “Mesas Redondas do Café, do Algodão e da Conservação do Solo”, de 1949, transformaram-se em “Reuniões Brasileiras de Manejo e Conservação do Solo e da Água”, em 2006. “Partindo do princípio de que o tema da Reunião bem como os das conferências, mesas redondas e sessões técnicas refletem os desafios atuais da conservação dos solos, a palestra abordou resultados da pesquisa que têm contribuído para resolvê-los ou amenizá-los”, afirma. A palestra foi feita em coautoria com Getulio Coutinho Figueiredo, pós-doutorando do Centro de Solos do IAC, que está desenvolvendo projeto voltado para a conservação do solo em cana-de-açúcar com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
Segundo a pesquisadora, na conjuntura atual do Brasil, as abordagens relacionadas ao controle da erosão dos solos têm refletido, em parte, as políticas públicas governamentais, o fomento do ambiente científico e a geração de recursos humanos, capacitados para aplicar soluções de modo a minimizar os efeitos deletérios da erosão sobre a qualidade ambiental. Nesta última reunião, foram abordados temas que englobam estes aspectos. “Apresentei uma compilação desses assuntos com o objetivo de transmitir, já na conferência de abertura do dia, uma visão contextualizada e ampla do que seria desenvolvido ao longo de toda a Reunião”, diz.
Parte das dificuldades do controle da erosão, de acordo com a pesquisadora, reflete a carência da compreensão de que o manejo do solo e seus processos edáficos são dinâmicos e altamente dependentes do meio físico em que se encontra o ambiente submetido à exploração humana. “Assim, é necessário que as estratégias de controle da erosão sejam aplicadas levando em conta as características fisiográficas do ambiente de produção agrícola, para que seja alcançado sucesso na manutenção e/ou melhoria da qualidade do solo”, explica.
Os problemas causados pela cultura da cana-de-açúcar no solo foram abordados por Isabella, em palestra também no dia 21. A pesquisadora do IAC destacou a compactação do solo como causadora de prejuízo para a estrutura do solo e para a infiltração de água, o que pode levar ao aumento de processos erosivos. Outros problemas debatidos foram a flexibilidade da época do plantio, a retirada da palha e as opções de práticas vegetativas e edáficas para o controle da erosão. “A flexibilidade da época de plantio pode ser um problema em áreas com maior risco de erosão”, afirma.
Sobre a retirada da palha, a pesquisadora explica que a recomendação é fazer o recolhimento com critério, de forma a manter esse resíduo em épocas e locais críticos para ajudar no controle da erosão.
Isabella abordou também a questão das falhas que vêm sendo observadas no dimensionamento das práticas conservacionistas mecânicas, com e sem utilização de terraceamento agrícola. A pesquisadora chamou atenção para a necessidade do desenvolvimento de mais pesquisas e de capacitação de técnicos nessa área, não apenas no setor canavieiro e não somente no Estado de São Paulo.
Para o secretário de Agricultura, Arnaldo Jardim, os trabalhos de conservação de solo desenvolvidos pelo IAC têm participação na produtividade da agricultura paulista. “Esse é um trabalho fundamental para garantir que a agricultura seja harmônica com o meio ambiente, desenvolvendo métodos de manejo e cuidados ambientais para que o nosso produtor esteja cada vez mais preparado para cuidar da terra e da água, além de aumentar a produtividade, como nos orienta o governador Geraldo Alckmin”, disse.
Fotos: Carllos Bozelli/Divulgação Nepar

 

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