Pesquisas com café no IAC atraem pesquisadores internacionais

Os resultados gerados em pesquisas com cafeeiro pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, vem atraindo o interesse de pessoas de diversos países. Referência em estudos sobre cafeicultura no Brasil e no mundo, o Centro de Café “Alcides Carvalho” do IAC recebe especialistas de diversos países, que buscam informações sobre melhoramento genético, resistência varietal a pragas e doenças, qualidade de bebida, cafés especiais, café naturalmente sem cafeína, tecnologia pós-colheita e outros temas envolvidos no agronegócio café.
Profissionais com perfis diversos, como pesquisadores científicos, professores, estudantes e produtores, representantes de governos e de indústrias de processamento de café visitaram o Centro de Café para conhecer a Unidade, seus laboratórios e coleções de plantas vivas, que compõem um dos mais ricos bancos de germoplasma de café do mundo. Na maioria das vezes, as pessoas buscam informações técnicas sobre o cultivo do café e, principalmente, sobre as cultivares desenvolvidas pelo IAC, que estão presentes em praticamente todas as regiões cafeicultoras do Brasil.
De 2013 a 2015, cerca de 250 profissionais da França, Estados Unidos, Canadá, Colômbia, México, República Dominicana, Costa Rica, Coreia, China, Japão, Honduras, Havaí, Guatemala, Quênia, Austrália, Suíça, Bélgica, Angola, Inglaterra, Itália, Irã, Filipinas, Espanha, Peru e Alemanha, além de pesquisadores brasileiros de outros estados estiveram no Centro de Café do IAC.
“A diversidade do público que nos procura ressalta a riqueza da pesquisa desenvolvida no Centro de Café e do patrimônio científico, tecnológico e cultural do IAC, assim como a credibilidade conquistada pela relevância dos resultados aqui produzidos”, avalia o pesquisador da Secretaria de Agricultura, e diretor do Centro, Gerson Giomo. Para ele, a interação com esses públicos é de grande importância e contribui também para a adequação da programação da pesquisa, pois gera oportunidades para discutir sobre as necessidades do setor.
“Em São Paulo não temos, hoje, a maior quantidade de café, mas há uma parcela importante na produção nacional, contribuindo para que o Brasil seja o maior produtor e o maior exportador do mundo, muito distante do segundo colocado”, ressalta Geraldo Alckmin. O governador acredita que “o café tem esse amálgama de quebrar a rotina, aproximar as pessoas. Quando alguém quer receber bem, acolher bem, ser um bom anfitrião, oferece um café. Essa é a boa marca paulista”.
Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, São Paulo não tem a maior quantidade de café, mas tem uma parcela importante na produção nacional, contribuindo para que o Brasil seja o maior produtor e o maior exportador do mundo. “A história da produção de café no Estado está relacionada com a história do IAC. Não somos os maiores produtores, mas certamente somos os maiores geradores de conhecimento, sem o qual não poderíamos agregar valor à nossa produção. Essa é uma das diretrizes do governador Geraldo Alckmin”, disse.
 

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