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Centro de Seringueira e Sistemas Agroflorestais


Tipos de Mudas

1.Mudas de raiz nua

É toda muda de seringueira enxertada em condições de viveiro, na forma de toco, originária de um porta-enxerto, conduzido em viveiros de campo e com a gema dormente ou entumecida.


2. Toco parafinado

Em mudas de raiz nua, oriundas de viveiro em campo, o enxerto é recepado a 60 cm de altura e arrancado do solo com o auxílio de uma ferramenta apropriada, o "quiau". Em seguida, é realizada a toalete no sistema radicular, cortando a raiz pivotante com 60 cm e as raízes laterais com 1,0cm, aparando-se em seguida com uma serra, a parte superior do toco logo acima do enxerto. A muda assim preparada é submetida a uma parafinagem da parte superior até dois centímetros acima da placa do enxerto. Para essa operação, a parafina é derretida e mantida em banho-maria a uma temperatura de 80ºC, fazendo uma imersão ultra-rápida da muda.


A indução de raízes é feita por imersão rápida da metade superior da raiz pivotante em uma calda contendo ácido naftaleno acético (ANA), na concentração de 2.000 ppm. O produto comercial "Nafusaku"(20% de ANA) é recomendado por ser eficiente. Pereira & Pereira (1986) recomendam uma calda que pode ser preparada conforme a seguinte receita: 1 litro de água, 0,5 Kg de caulim ou talco inerte 10 g de "Nafusaku" (20% de ANA). O "Nafusaku" deve ser, primeiramente dissolvido na água e depois ser misturado ao caulim ou talco. Esta mistura é suficiente para tratar aproximadamente 500 tocos. Caso as mudas sejam produzidas em solo barrento (argiloso) e apresentarem muito barro aderido à raiz, deve-se primeiro lavar a parte da raiz que será tratada, para maior eficiência do método. Sugere-se primeiro parafinar a muda para depois lavar a raiz, porque a parafina não adere se o toco estiver molhado.


Após o tratamento do sistema radicular, deve-se deixar a muda em repouso à sombra, de um dia para outro, para melhor fixação do produto na raiz. Assim, recomenda-se arrancar e tratar num dia, um número aproximado de mudas que se pretende plantar no dia seguinte, evitando armazenamento ou estocagem de mudas arrancadas e tratadas.


Entretanto esse tipo de muda apresenta alguma desvantagem, que é o produtor correr o risco de ter um seringal falhado e desuniforme, uma vez que a brotação da gema do enxerto não ocorre na mesma época. Para evitar esse aspecto negativo, o produtor deverá investir um pouco mais na qualidade da muda, pois dela depende o sucesso do seringal. Esse investimento consiste em conduzir mudas em sacos de plástico, até que ela esteja com dois lançamentos maduros em condições de plantio (ver item 4.5.3.2).


3. Mudas em sacos de plástico

As mudas em sacos de plástico têm tido uma aceitação cada vez maior por parte dos viveiristas e heveicultores do Estado de São Paulo, por apresentar nível tecnológico mais avançado. Vários métodos têm sido adotados para formação de mudas de seringueira em sacos plásticos, os quais podem ser agrupados nos três seguintes:


3.1. Mudas formadas em sacos plásticos

Neste método os porta-enxertos são cultivados, enxertados e decepados em sacos de plástico (ver viveiro de saco plástico). A muda assim produzida, após o intumescimento da gema deverá ser removida e encanteirada, aguardando-se o primeiro lançamento maduro quando estará apta para o plantio.


3.2. Toco parafinado transplantado para sacos de plástico

Neste método os porta-enxertos são cultivados e enxertados em viveiros no campo, sendo as mudas recepadas e arrancadas de raízes nuas preparadas como toco parafinado (item 4.5.2.) e, posteriormente transplantadas para sacos plásticos previamente irrigados e encanteirados. Até início da brotação sugere-se proteger o material do excesso de sol, visando assegurar o seu enraizamento e a brotação do enxerto. As mudas estarão prontas para o plantio no campo, três a cinco meses após o plantio nos sacos quando apresentarem dois a três lançamentos foliares.


De acordo com Pereira & Pereira (1985) para formação desse tipo de muda devem ser utilizados sacos de plástico de coloração preta, sanfonados naturalmente e com dimensões de 15 cm de largura, 35 a 40 cm de altura e 0,16 mm de espessura. Quando se tratar de utilização de tocos enxertados muito grossos, com mais de um ano de idade, Pereira & Pereira (1986) recomendam sacos de plástico com 20 cm de largura.


Como substrato para enchimento dos sacos, pode ser utilizado o mesmo tipo de substrato utilizado no enchimento dos sacos de plástico para viveiro (item 4.3.2.2).


É importante que o preparo do solo e o enchimento dos sacos sejam feitos durante a estação seca ou em períodos de estiagem, pois com o solo muito úmido tais operações tornam-se impraticáveis. Solos arenosos devem ser evitados como substratos, para não demandar irrigações muito freqüentes e para evitar o destorroamento e abalo das mudas por ocasião do transplantio.




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