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Centro de Seringueira e Sistemas Agroflorestais


Jardim Clonal

Denomina-se jardim clonal a área destinada à produção de hastes contendo gemas axilares para enxertia dos porta-enxertos de matrizes de plantas geneticamente superiores.


O seu tempo de vida útil varia de cinco anos ou mais quando o objetivo é a produção de "hastes marrons" para a enxertia madura, e até 12 anos quando visa a produção de hastes para a enxertia verde. Dependendo do clone, cada metro de haste contém, em média, 10 a 15 gemas utilizáveis.


No primeiro ano de utilização, cada planta do jardim clonal fornece uma única haste, que deve ser recepada acima da primeira roseta do calo de enxertia. A partir daí, conduzir duas hastes por planta recepada.


A instalação do jardim clonal deve estar associada ao período que antecede ao plantio do viveiro, de maneira que a disponibilidade de borbulhas coincida com o período de enxertia.


1. Tipos

Existem dois tipos de jardim clonal. Jardim clonal para produção de hastes maduras, e aquele destinado à produção de hastes verdes.


1.1. Jardim clonal para produzir hastes maduras

Nesse tipo de jardim, as plantas devem apresentar somente uma haste no primeiro ano de idade. No segundo ano após a primeira coleta, devem desenvolver duas hastes por planta e a partir do terceiro ano cada planta pode produzir até quatro hastes.





1.2. Jardim clonal para produzir hastes verdes

A primeira recepagem e coleta é feita com idade de 10 a 12 meses para que desenvolvam de quatro a cinco brotações laterais a 50-60 cm, entre a terceira e a quarta roseta de lançamento que são usados a intervalos regulares de aproximadamente 3 meses. A haste verde acima da primeira recepagem é usada imediatamente para enxertia, enquanto que as brotações desenvolvidas abaixo da recepagem são usadas a cada 3 meses. As hastes podem ser conservadas por três dias, desde que sejam colocadas em posição vertical num recipiente contendo dois a três centímetros de água.




2. Instalação e Localização

O jardim clonal pode ser formado de três maneiras:


• Através do plantio de sementes germinadas com realização de enxertia verde aos cinco ou seis meses, no próprio local, seguida da recepagem da parte aérea do porta-enxerto;

• A partir de tocos enxertados oriundos de enxertia verde ou madura, plantados de raiz nua ou em torrão (sacos de polietileno);

• A partir da transformação de viveiro de chão em jardim clonal, fazendo o arranquio de todas as mudas enxertadas, exceto daquelas destinadas a permanecerem no próprio local para formar o jardim clonal, recepando apenas a parte aérea dos porta-enxertos.



Jardim clonal para obtenção de hastes para enxertia marrem de clone PB235.

Na instalação do jardim clonal, deve-se escolher uma área próxima ao viveiro, para evitar transporte das hastes. O espaçamento recomendado para a formação de jardim clonal destinados a fornecer borbulhas verdes de seringueira é de 1,0 x 1,0 m, comportando 10.000 plantas por hectare e 1,5 m x 0,5 para jardim clonal destinado a fornecer borbulhas marrom.


O jardim clonal deve ser disposto em blocos rigorosamente separados, identificados com postes e placas, onde apareça o nome do clone.


Recomenda-se realizar balizamentos por etapas, seguidos de abertura de covas, visando melhor economia de piquetes. Em alguns casos pode-se aproveitar um viveiro convenientemente explorado para a formação de um jardim clonal, desde que a distância deixada entre plantas seja equivalente ao espaçamento recomendado.




3. Embalagem e transporte de hastes

Hastes maduras devem ser cortadas com comprimento de 1 m, tendo as extremidades impermeabilizadas com parafina derretida . Devem ser acondicionadas em caixas de madeira ou papelão medindo 1,50 m x 0,50 m x 0,50 m, estratificadas por camadas de pó-de-serra curtido e umedecido, ou por papel de jornal. As hastes devem ser coletadas e usadas imediatamente para enxertia. Se transportadas a pequenas distâncias, devem ser embaladas em caixas de isopor, tendo as extremidades impermeabilizadas com parafina derretida .





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