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Centro de Seringueira e Sistemas Agroflorestais


Formas de exploração alternativas

A seringueira foi originalmente introduzida no Estado de São Paulo visando a exploração do látex natural como fonte principal de renda. No entanto, existem algumas alternativas que podem ser viáveis em propriedades que procuram diversificar a produção agrícola.


Em alguns países asiáticos tem se explorada comercialmente a extração da madeira, a produção de sementes para a extração de óleo vegetal e a produção de mel.


Madeira

A exploração da madeira tem sido a alternativa mais importante, extraída quando o período produtivo das árvores se encerra (25 - 30 anos). A madeira da seringueira pode ser utilizada na indústria de móveis e na fabricação de portas, janelas e outros artigos domésticos.



No final da sua vida produtiva, quando é necessário o replantio da área, pois a exploração do látex não é mais viável, as árvores apresentam uma circunferência de 100 - 110 cm (a 125 cm acima do solo), sendo aptas para corte aproximadamente 200 árvores/ha, com uma produção de 1 m3 de madeira/árvore.



No entanto, existem algumas particularidades na madeira de seringueira que devem ser conhecidas. Devido ao seu elevado conteúdo de açúcar e amido e à sua ausência de cerne, há uma rápida degradação por fungos e insetos.


A sua utilização pode ser dificultada devido a problemas de contração na madeira. Esse problema é de ocorrência natural e não pode ser facilmente evitada. Recomenda-se proteger o seringal do vento para diminuir as torções nos ramos laterais e troncos que causam sérios dados às árvores, como por exemplo, o plantio de quebra-ventos.


Produção de óleo das sementes

O óleo de seringueira vem sendo utilizado na Ásia como substituto ao óleo de linhaça, na indústria de tintas e na produção de sabões e resinas. Além disso, experimenta-se o uso como alternativo ao óleo diesel, no entanto a sua viscosidade é relativamente elevada.



A qualidade do óleo de seringueira é considerada excelente, devido a grande quantidade de ácidos graxos insaturados presentes na sua composição, promovendo a característica de um óleo semi-secante, ou seja, promove um selamento rápido da superfície tratada.


Sementes de seringueira

As sementes contêm média de 43% de óleo de boa qualidade industrial. Sendo que, para a extração do óleo é necessário separar as partes das sementes, retirando-se a casca da semente ou testa (35% da semente) do endosperma (40% da semente).


Dados de literatura revelam uma produção muito variável entre clones de seringueira, variando de 73 kg/ha a 424 kg/ha, com uma média de 150 kg/ha/árvore.


Torta

A torta é obtida da extração do óleo, e pode ser utilizada na alimentação animal (porcos, frangos e bovinos) como substituto à torta de amendoim ou algodão. Apresenta 25% de proteína bruta (PB) e 66% de nutrientes digestíveis totais (NDT). Além disso, pode ser utilizada como fertilizante nitrogenado em culturas comerciais.


Produção de Mel

Pode ser uma alternativa importante para pequenas propriedades. As colméias podem ser introduzidas no seringal no período de produção de néctar. O néctar é produzido em glândulas extraflorais localizadas na junção do pecíolo com os três folíolos, sendo que a máxima produção de néctar ocorre no período de reenfolhamento, prolongando-se por 4 a 6 meses após essa fase.


O ideal é distribuir 15 a 20 colméias/ha de seringal, com uma produção de 10 - 20 kg de mel/colméia/ano.



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