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Centro de Seringueira e Sistemas Agroflorestais


Enxertia

A enxertia é realizada principalmente pelo método de borbulha por placa. Conforme a utilização de placas retiradas de hastes clonais com casca verde ou marrom, a enxertia é vulgarmente denominada de "enxertia verde" ou "enxertia marrom". Com os tratos culturais e sob condições normais, o porta-enxerto estará pronto para ser enxertado a partir dos 7 e 8 meses após a repicagem, com a realização da técnica de "enxertia verde". A "enxertia marrom" ou convencional pode ser efetuada, normalmente, a partir dos 10 a 12 meses de idade do viveiro. A casca sofre variações quanto ao ambiente, exposição ao sol e época do ano. Sabe-se, por exemplo, que em certas épocas a seringueira dificilmente solta a casca e que por esse motivo os trabalhos de enxertia nunca são feitos nesse período.


1. Enxertia marrom

É o processo tradicional de enxertia e deve ser feito quando os porta-enxertos apresentarem cerca de 2 cm de diâmetro a 5 cm de altura do solo, condição que ocorre em média a partir dos 12 meses após plantio em viveiro.


O período de enxertia deve estar associado à disponibilidade de água no solo, para que haja plena soltura da casca. Dois meses antes da enxertia, recomenda-se evitar as práticas de adubação e herbicidas.


A enxertia marrom consiste na retirada de placas com gemas dormentes de hastes maduras de plantas originadas do jardim clonal e transferidas para janelas abertas a 5 cm do solo, em porta-enxerto por fitilho plástico apropriado, cujo amarrio deve ser feito de baixo para cima, vedando totalmente a abertura da janela.





2. Enxertia verde

É a técnica de enxertia que possibilita o aproveitamento de porta-enxertos mais jovens. Isso ocorre entre o 7º e 8º mês de idade, quando os mesmos possuem aproximadamente 1 cm de diâmetro a 5 cm de altura do solo. Apresenta como vantagem sobre a enxertia marrom, melhor aproveitamento das gemas do jardim clonal e melhor pegamento da enxertia, além de produção do tocos enxertados mais cedo, o que possibilita a instalação de seringais no início do período chuvoso. É feita em U normal, com remoção de 2/3 da lingüeta, ficando o escudo descoberto. O amarrio é feito com fita plástica transparente, o que possibilita ao tecido verde do escudo continuar sintetizando clorofilando normalmente.


Etapas do método de enxertia verde/marrom:
• Demarcação e incisão da janela com riscador de porta-enxertos;
• Retirada do lenho e preparo da placa de enxertia;
• Abertura da janela e inserção da placa;
• Amarrio do enxerto.


O pegamento da enxertia varia, principalmente, em função das condições climáticas, dos clones utilizados, do estado sanitário e nutricional do viveiro e do jardim clonal, e da perícia dos enxertadores. Porém, tratando-se de enxertadores treinados sob condições climáticas favoráveis (estação chuvosa e quente) e com o viveiro e jardim clonal em boas condições, o pegamento situa-se ao redor de 90%. Todavia, as plantas cujos enxertos não pegarem, podem ser reenxertadas do lado oposto, contribuindo para aumentar a taxa de aproveitamento do viveiro. Esse método é principalmente recomendado para porta-enxertos ensacolados com 2 a 3 lançamentos maduros. Um enxertador treinado faz, normalmente, de 250 a 300 enxertos por jornada de 8 horas.


3. Verificação do pegamento

Decorridas 21 dias após a enxertia, faz-se a primeira verificação do enxerto; em caso positivo, marca-se a muda enxertada com um laço usando a própria fita de enxertia. Após 7 dias, faz-se a segunda verificação. Concluída esta prática, as mudas estarão aptas a decaptação que consiste na eliminação da parte aérea dos porta-enxertos, possibilitando o desenvolvimento do enxerto.



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