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Centro de Grãos e Fibras


Cultivares - Crotalaria

Crotalária Juncea - IAC-1

O cultivar IAC-1 de Crotalaria juncea L. é proveniente de cruzamento natural de 22 linhagens autofecundadas, inoculadas durante o processo de endogamia e mais tolerantes à murcha causada pela associação dos fungos Ceratocystis fimbriata e Fusarium sp. Como a incompatibilidade genética gametofítica foi readquirida, é necessária a polinização entomófila, sobretudo por mamangavas.

Caracteristicas

Ciclo: 120 a 140 dias até o florescimento e 180 a 240 dias até a colheita de sementes, dependendo da época de semeadura.

Reações a Doenças e Pragas: Mais tolerante ao Ceratocystis fimbriata; má hospedeira de nematóides formadores de galhas e cistos; suscetível à lagarta-das-vagens (Utetheisa omatrix) e ao percevejo (Thianta perditor).

Produtividade: Produtividade média de 20 a 60 t.ha-1 de massa verde; 10 a 15 t.ha-1 de matéria seca e 500 a 1.000 kg.ha-1 de sementes

Época de Semeadura: Outubro a março; para produção de sementes pode-se semear até abril em regiões com temperaturas mais elevadas, obtendo-se redução na altura das plantas.

Massa de 100 Sementes: 5 gramas, em média; sementes reniformes, coloração acinzentada. Espaçamento: para adubação verde e produção de sementes: 25 a 50 cm entre linhas. Distribuir 25 a 40 sementes por metro linear de sulco. Nas semeaduras tardias, recomendam-se os menores espaçamentos.

Gasto de Sementes: 25 a 40 kg.ha-1.

Porte: Ereto; plantas arbustivas, de crescimento ereto e determinado; altura de plantas entre 3 e 3,5m nas semeaduras de outubro e 1 a 1,5 m nas semeaduras tardias.

Colheita: Manual ou mecânica.

Vantagens

Adaptado às condições ecológicas paulistas, na primavera-verão e no outono-inverno (em regiões menos sujeitas às geadas). Planta de crescimento inicial muito rápido, cuja principal exploração econômica é a adubação verde, por causa da fixação simbiôntica do N com rizóbio nativo. Contribuição à melhoria da fertilidade dos solos e da produtividade das culturas, em cultivo isolado, intercalar a perenes, na reforma de canavial ou em rotação com culturas graníferas. Suas fibras podem ser aproveitadas na produção de celulose de elevada qualidade, sendo apropriadas para a indústria de papel e outros fins.





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