A cultivar IAC Caiapó possui alta produtividade com menor custo de produção, tornando o preço final do produto mais acessível. Esta cultivar apresenta um bom desempenho de campo e qualidades de interesse para a industria de confeitaria.
Em condições normais de cultivo a cv. IAC Caiapó produz de 25-30% a mais do que a cv. Tatu, que pode ser ainda maior devido às perdas (excesso de chuvas) sofridas pela cultivar precoce na época da colheita.
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Porte: rasteiro
Ciclo (DAP): 130-135 dias
Reações às doenças das folhas: MR-MS (mancha-castanha), MR (mancha-preta), MR-MS (ferrugem), MR (verrugose) e R (mancha-barrenta)
Produtividade (t/ha em casca): média: 2,5-3,5 e potencial: 6,0
Renda no descascamento (kg grão/25 kg vagens): 19-21
Peso de 100 grãos: 50-60 g
Tamanho dos grãos: (> proporção nas peneiras): 22-24
Cor da película: castanha
Dormencia das sementes na colheita: sim
Teor de óleo (graõs – escala industrial, em %): 44
Qualidade do óleo (relação O/L): 1,6- 2,0
• Resistência moderada e múltipla às principais doenças foliares
• Menor custo de produção
• Bom rendimento no descascamento
• Maior teor de óleo para a indústria de esmagamento
Atualmente, o mercado brasileiro apresente uma demanda aproximada de 150.000 toneladas de grãos de amendoim, com grande predominância do tipo valência (cultivar Tatu), que se caracteriza pelas vagens alongadas, com 3 a 4 grãos de pele vermelha e sabor ligeiramente adocicado, atendendo à preferência do consumidor brasileiro.As regiões produtoras do Estado de São Paulo abastecem esse mercado através das industrias de confeitaria, que utilizam preferencialmente os amendoins de boa qualidade e aparência (tipo HPS, ou seja, grãos manualmente selecionados), tanto para a elaboração de produtos in natura como nos processos em confeitos.
Constatou-se em testes recentes, que grande parte das sementes utilizadas pelos produtores desse tradicional cultivar não apresentam boa qualidade, pois geram plantas com granação deficiente e grãos de tamanho reduzido, pouco atraentes para o comercio HPS.Observou-se, ainda, que as plantas são menos vigorosas, obrigando o produtor a aumentar a densidade de semeadura na linha, para conseguir boa produtividade.
Agora, o Instituto Agronômico oferece aos produtores de amendoim a oportunidade de terem à disposição sementes melhoradas desse cultivar, com a denominação de IAC-Tatu-St.
As sementes de “IAC-Tatu-ST” São melhoradas no Instituto Agronômico, mediante um trabalho de manutenção da pureza genética.A sigla ST (utilizada para diferencia-lo do “Tatu” comum) significa “seleção por tamanho”, e refere-se ao trabalho de obtenção das sementes genéticas, a fim de produzirem grãos de melhor qualidade (mais granados e de tamanho médio maior) , sem perder as demais características do cultivar.
As diferenças observadas entre o cultivar IAC e amostras de sementes de “Tatu”,encontradas em cultivo nas regiões produtoras, sugerem que o uso contínuo e por longo prazo de sementes de tamanho reduzido, sem controle adequado da pureza genética, podem ter causado uma degeneração varietal.
O cultivar IAC-Tatu-ST possui características semelhantes às do “Tatu”comum, quanto à estrutura das plantas, precocidade de (90 a 100 dias de ciclo), tipo de vagens, aparência e cor da pele das sementes.As vagens tendem apresentar granação, produzindo quase 50% de grãos de maior tamanho(peneira igual ou maior que 22).Nos testes demonstrados, o “Tatu” comum apresentou proporções mais reduzidas desses grãos, entre 23,1 e 32,9% , ou seja, para cada tonelada de grãos produzidos pelo “IAC-Tatu-ST”, há um aumento de 150 a 250 kg de grãos de melhor qualidade para HPS, em relação ao cultivar comum.
Como vantagem adicional, pode-se esperar um ligeiro acréscimo na produtividade, com o plantio de “IAC-Tatu-ST”.Nos Testes realizados, essa vantagem variou entre 4% e 9%.Observa-se também que, no cultivar IAC, as plantas apresentam um crescimento mais vigoroso e uniforme, contribuindo para melhor estabelecimento da cultura, principalmente nos primeiros 60 dias após o plantio.
Para que o produtor de amendoim possa contar sempre com sementes de “IAC-Tatu-ST” de boa qualidade, evitando o plantio de sementes impuras ou geneticamente degeneradas, recomendam-se as seguintes medidas: 1)Adquirir sementes melhoradas, de origem conhecida, certificadas ou fiscalizadas, produzidas com a necessária pureza varietal e com controle de gerações; 2) Como o uso sistemático de sementes de menor tamanho para plantio tende a reduzir a proporção de grãos maiores produzidos, é importante que se evite essa prática.Entretanto, para que o produtor de amendoim não seja onerado pelo uso de sementes “graúdas”, ele pode utilizar, para o plantio da sua produção comercial, sementes de peneira 20, de preferência, ou eventualmente 18 e 19, desde que , para a próxima safra, recorra novamente às sementes melhoradas.
O cultivar IAC-Tatu-ST é precoce e portanto, sujeito a ser colhido em época de alta umidade, quando plantado logo no inicio da estação das águas, como ocorre comumente nas regiões produtoras do Estado de São Paulo.Para assegurar a obtenção de sementes de melhor qualidade, ainda que possa resultar em ligeiro decréscimo na produtividade, sugere-se retardar a sua época de plantio efetuando-se a semeadura entre a segunda quinzena de novembro e a primeira quinzena de dezembro.Isso possibilita sua colheita entre o fim de fevereiro e início de março, reduzindo os riscos devidos ao excesso de chuvas no término do ciclo do cultivar.
Cultivar precoce (ciclo de 90 a 100 dias, nas condições do Estado de São Paulo), possui todas as características vegetativas do amendoim “Tatu” comum. Apresenta vagens alongadas e lisas, de casca firme e boa granação, com predominância de 3 a 4 sementes/vagem.Produz grãos de tamanho pequeno a médio, del película vermelha.
A sigla ST (seleção por tamanho) o diferencia de outros amendoins existentes no mercado com a mesma denominação, cujos grãos são menores e de apresentação inferior para o mercado de HPS (grãos selecionados manualmente). “IAC-Tatu-ST” produz cerca de 20% a mais de grãos de tamanho médio (peneiras 22 e 24) do que os similares atualmente cultivados.Nas condições médias paulistas, apresenta produtividade de 2.000 a 3.000 Kg/há de vagens.
IAC-5 Em fase final de avaliação, será em breve lançado como novo cultivar. Apresenta ciclo entre 100 e 120 dias.Vegetativamente, é de porte ereto, porém as plantas (hastes principais) atingem altura em torno de 20 cm inferior à cultivar Tatu.
Apresenta vagens com duas sementes e película de cor avermelhada intensa. As sementes são de tamanho médio, com predominância dos tamanhos correspondentes às peneiras 22 e 24. O tamanho e uniformidade são atraentes para o mercado de grãos HPS. Em condições normais (cultura tecnificada), apresenta produtividade média, cerca de 25%, superior à dos cultivares precoces comuns atualmente em cultivo.
Cultivar em fase final de avaliação para lançamento, possui ciclo e características vegetativas semelhantes às do cultivar IAC-5.
Apresenta vagens com duas sementes e películas de cor creme. As sementes são de tamanho médio (maior proporção das peneiras 22 e 24). Pela cor, tamanho e uniformidade, esse cultivar pode ser atraente à industria de confeitos, além de atender aos padrões de qualidade de grãos para mercados de exportação.Em São Paulo, com boas condições de tecnificação da cultura, sua produtividade aproxima-se à do cultivar IAC-5.Sob pressão de doenças foliares (em especial a mancha-preta) apresenta relativa capacidade de retenção de folhas, o que lhe confere nível de tolerância a doenças em relação a outros cultivares do ereto precoce.
Origina-se de sementes do cultivar multilinha Florunner, introduzidas da Flórida (EUA); é uma seleção obtida da população original adaptada às condições agrícolas do Estado de São Paulo, através de plantios sucessivos durante 18 gerações de multiplicação.
Varietais: plantas de hábito de crescimento rasteiro, ciclo de 125 a 130 dias (do plantio à colheita); vagens de duas sementes com película de coloração clara, tonalidade rosada; “renda” (rendimento em grãos após descascamento) de 18 a 20 kg de grãos por saca de 25 kg de amendoim em casca; peso médio de grãos: 0,5 a 0,7 gramas/grão; as sementes possuem acentuada dormência fisiológica na época da maturação prevenindo “brotações” precoces; teor de óleo nos grãos: ligeiramente inferior ao do cultivar padrão comercial IAC Tatu-ST; o óleo apresenta boa relação de ácidos oléico/linoléico: entre 1,5 e 1,8.
Potencial produtivo: nas regiões produtoras de São Paulo, safra das “águas”, e em sistemas de cultivo com alto nível tecnológico, pode ultrapassar 6.000 kg/hectare de vagens; em 9 ensaios, com máximo controle de doenças foliares, superou a média de produtividade do cultivar IAC Caiapó (padrão do tipo rasteiro) em 12%.
Potencial comercial: os grãos do ‘Runner IAC 886’, enquadram-se no padrão comercial “runner”, mundialmente difundido; possuem características (tamanho, cor, textura e sabor) semelhantes ao produzidos nos Estados Unidos e na Argentina, tradicionais exportadores de grãos “in natura”.
Requerimentos: ‘Runner IAC 886’ é um cultivar de alto desempenho, sendo recomendado para cultivo em regiões com boa distribuição de chuvas e por produtores tecnificados; requer solos bem preparados e adubados, e rigoroso controle de pragas e doenças.

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