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Centro de Grãos e Fibras


Cultivares - Algodao

Algodão IAC 24

Origem: Linhagem IAC 20-RR-740, obtida por seleção, da linhagem IAC 20-RR. A cultivar IAC 24 foi desenvolvida e testada em condições normais de precipitação pluvial.


Características agronômicas: Médias de 35 experimentos


Ínício do florescimento 45 – 50 dias
Ciclo até a colheita 155 – 170 dias
Peso do capulho 7,1 g
Peso de 100 sementes 12,5 g
Porcentagem de fibra 41,0 % (em parcelas experimentais)
Produtividade média 185 @/ha (experimentos com e sem doenças, sem uso de fungicidas ou nematicidas)
Produtividade máxima obtida 313 @/ha
Ramulose Resistente
Murcha de Fusarium Moderadamente resistente
Murcha de Verticillium Moderadamente resistente
Mancha-angular Resistente
Murchamento avermelhado Moderadamente resistente
Nematóides Moderadamente resistente
Doença azul Moderadamente resistente
Mancha de Stemphyllium Moderadamente resistente
Características tecnológicas industriais (Fibra, aparelho HVI)
Comprimento 27,1
Uniformidade 47,3
Resistência 26,4
Micronaire 4,4

Sistemas de produção sugeridos para a cultivar:Presta-se tanto para pequenos produtores como, mediante manejo adequado, para lavouras altamente tecnificadas. Por compreender plantas altas e vigorosas exige, nos dois casos, controle de crescimento, principalmente em solos férteis ou bem adubados. Essa prática é necessária, também, para adequá-la à colheita mecânica e para conferir-lhe maior precocidade e determinação do ciclo, sobretudo em áreas com ocorrência de bicudo.


Aspectos em que a cultivar apresenta vantagens em relação a outras em uso: É menos vulnerável e de produção mais estável, por ter, em graus diversos conforme e doença, resistência múltipla aos patógenos mais destrutivos que afetam o algodoeiro, especialmente ramulose. Tem, ainda, resistência moderada ou tolerância a doenças secundárias como Ramularia, Stemphylium e Alternaria. Não é muito exigente em nutrientes, produzindo bem com adubações normalmente recomendadas para a cultura. Em decorrência dessa qualidade e ao vigor das plantas constitui opção para plantio em solos menos férteis. Por outro lado, é responsiva a ambientes e tecnologias favoráveis.


Limitações da cultivar - condições de cultivo e de uso que devem ser evitadas: Deve-se evitar o plantio em gleba com ocorrência severa, no ano anterior, de murchas de Fusarium ou de Verticillium, bem como de nematóides. Não havendo opção, garantir, no caso das “murchas”, densidade mínima de 8-10 plantas por metro e, no caso de nematóides, aumentar em pelo menos 30% a adubação nitrogenada prevista. Devido ao fato de possuir frutos grandes é sujeita ao acamamento em solos muito férteis ou mediante adubações muito pesadas e, principalmente, no sistema de plantio direto, em glebas com camadas compactadas que impeçam a formação de sistema radicular profundo e vigoroso.



Algodão IAC 25-RMD

Origem:
Cruzamento IAC 01/272 x IAC 01/98, linhagens provenientes, respectivamente, das cultivares Chaco 520 e IAC 23.


Vantagens:
• Resistência múltipla, em graus diversos, às doenças murcha de Fusarium, nematóides, ramulose, mancha-angular, Ramularia, Alternaria, Stemphylium e mosaico das nervuras.
• Plantas eficientes, sem grandes exigências nutricionais, adaptadas a diversos sistemas de produção, mediante manejo adequado.
• Atendimento equilibrado da demanda dos diversos setores envolvidos na cadeia produtiva.


Objetivos com sua utilização:
• Minimizar o problema de doenças na cultura.
• Diminuir os riscos e os custos de produção.
• Reduzir as agressões ambientais e desequilíbrios biológicos.
• Conferir estabilidade à produção e aceitabilidade da matéria prima.


Desempenho: As tabelas 1, 2 e 3 mostram resultados de 30 experimentos e testes, conduzidos em diversas condições ambientais e de ocorrência de doenças, mediante os quais a IAC 25 – RMD é comparada com a Testemunha, representada por uma das cultivares mais plantadas, atualmente, no Brasil.


Exigência no cultivo: Por compreender plantas altas e vigorosas a nova cultivar necessita ser manejada com reguladores de crescimento, em espaçamentos e densidades adequadas a essas características.

Equipe Responsável

Melhoristas: Milton Geraldo Fuzatto, Edivaldo Cia, Reginaldo Roberto Lüders.
Tecnologia de fibras: Júlio Isao Kondo.
Fitopatologia: Margarida Fumiko Ito e Rafael Galbieri.
Produção de sementes: Luiz Henrique Carvalho.
Experimentação regional: Antonio Lúcio Melo Martins, Armando Pettinelli Júnior, Denizart Bolonhezi, Dulcinéia Elizabete Foltran, Francisco Seiti Kasai, Márcio Akira Ito, Nelson Bortoletto, Paulo Boller Gallo, Paulo César Reco, Raffaela Rossetto, Robert Deuber e Rogério Soares de Freitas.


Apoio Financeiro ás Pesquisas

FAPESP
FIALGO
FACUAL
FUNDAG


Tabela 1 – Resultados de produção

Características IAC 25 - RMD Testemunha
@ / ha
Produção média 200 160
Produção máxima 308 260
Produção média de fibra 83 67
Porcentagem de fibra 41,3 42,0
Estabilidade da produção 84 59

(*) Índice variável de 0 a 100, quanto maior, mais estável a cultivar

Tabela 2 – Resistência a doenças (*)

Doenças IAC 25 - RMD TESTEMUNHA
Murcha de Fusarium 0,97 0,76
Nematóides 0,88 0,79
Ramulose 0,91 0,68
Ramularia 0,85 0,25
Mosaico das nervuras 1,00 1,00
Mancha-angular 1,00 1,00
Alternaria 0,90 0,92
Stemphylium 0,97 0,96
Resistência múltipla 0,93 0,74
Índice de Segurança 0,79 0,19

Tabela 3 – Qualidade da fibra (*)

Características IAC 25 - RMD TESTEMUNHA
Comprimento 27,6 27,2
Uniformidade 45,4 45,8
Fibras curtas 7,5 8,2
Tenacidade 27,7 28,8
Micronaire 4,0 4,3
Maturidade 69,3 70,3
Reflectância 78,0 77,6
Tenacidade do fio (CSP) 2195 2161
Efeito de Nematóides - IAC 25-RMD (esquerda) x Testemunha suscetível (direita) Efeito de Nematóides - IAC 25-RMD (esquerda) x Testemunha suscetível (meio)
Efeito de Ramulose - IAC 25-RMD (esquerda) x Testemunha suscetível (direita) Efeito de Fusarium - IAC 25-RMD (esquerda) x Testemunha suscetível (esquerda) Campo da cultivar IAC 25-RMD (Leme 2006/07)



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