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Centro de Frutas


Pecã

Carya illinoensis Koch.


Conhecida também como nogueira-americana por sua origem na Louisiana, EUA. Constitui espécie típica de clima temperado, de folhas caducas e pertence à família Juglandaceae. Mesmo com o bom desenvolvimento das plantas, que são de porte alto, as produções têm sido normalmente baixas e irregulares no nosso meio. As nozes são de excelente qualidade, consumidas in natura ou em forma de confeitos. Florada


Cultivares: Mahan, Frotscher e Moneymaker (Piracicaba e Piracicaba-Mirim: porta-enxertos).


Mudas e plantio: de raízes nuas, de junho a agosto; em recipientes na época das águas.


Espaçamento: 9 x 9m a 14 x 12m.


Mudas necessárias: 60 a 123/ha.


Controle da erosão: plantio em nível ou cortando as águas; patamares ou banquetas, nos terrenos mais declivosos, capinas em ruas alternadas, roçadeira na época das águas.


Calagem: de acordo com a análise de solo, aplicar calcário para elevar a saturação por bases a 70%. Aplicar o corretivo em todo o terreno, antes do plantio ou mesmo durante a exploração do pomar, incorporando-o através da aração e gradagem.


Adubação de plantio: aplicar, por cova, 2kg de esterco de galinha ou 10kg de esterco de curral, bem curtido, 1kg de calcário magnesiano, 160g de P2O5 e 60g de K2O pelo menos 30 dias antes do plantio. Em cobertura, a partir do início da brotação das mudas, ao redor da planta, 60g de N, em quatro parcelas de 15g, de dois em dois meses.


Adubação de formação: no pomar em formação, de acordo com a análise de solo e por ano de idade, aplicar 20 a 60 g/planta de cada um dos nutrientes: N, P2O5 e K2O, sendo a de N em quatro parcelas, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.


Adubação de produção: no pomar adulto, a partir do 10º ano, dependendo da análise de solo e da produtividade, aplicar anualmente 2 t/ha de esterco de galinha, ou 10 a 20 t/ha de esterco de curral, bem curtido, e 50 kg/ha de N, 20 a 40 kg/ha de P2O5 e 20 a 40 kg/ha de k2O. Após a colheita, distribuir esterco, fósforo e potássio, na dosagem anual, em coroa larga, acompanhando a projeção da copa no solo, e misturá-los com a terra da superfície. Dividir nitrogênio em quatro parcelas e aplicá-las em cobertura, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.


Outros tratos culturais: capinas e podas de limpeza; eliminação de ramos atacados pela broca.


Controle de pragas e doenças: tratamento de inverno com calda sulfocálcica concentrada e caiação do tronco; na vegetação: fungicida oxicloreto de cobre; inseticidas: fenthion, malathion e fosfina. O porte avantajado das plantas implica a necessidade de uso de pulverizadores de alta pressão para aplicação de defensivos; além disso, dificulta o controle das brocas dos ramos e dos troncos.


Colheita: março a abril; primeiras a partir do 6º ao 8º anos de instalação do pomar; colheita, por catação semanal, das nozes sob as plantas.


Produtividade: 500 a 1.000 kg/ha/ano de nozes.


Observações: devido à baixa produtividade que a nogueira-pecã tem mostrado nas nossas condições, não se recomenda o seu cultivo solteiro para fins comerciais. É necessário que se faça a consorciação com outras culturas, anuais ou perenes, que justifiquem um mínimo de rentabilidade na área utilizada. Entretanto, devido à excelência das nozes, é interessante que algumas plantas dessa nogueira estejam presentes nas propriedades rurais, para obtenção de safras para uso caseiro.



Fonte: Boletim, IAC, 200, 1998.




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